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segunda-feira, novembro 15, 2010

Aniversário

Sr. Polívio:

Muitos parabéns pelos seus 78 anos!...
A família Lapa e Cruz do Carmo que reside em Coimbra, Portugal, deseja que este dia seja muito feliz para si, que se repita por muitos anos e que você tenha muita saúde.
Estes nossos votos são extensivos também a toda a sua família do Brasil.
Abraços e beijos de nós todos para vocês e hoje em especial para si.

domingo, novembro 15, 2009

Aniversário

Sr. Polívio:

Muitos parabéns pelos seus 77 anos!...
A família Lapa e Cruz do Carmo que reside em Coimbra, Portugal, deseja que este dia seja muito feliz para si, que se repita por muitos anos e que você tenha muita saúde.
Estes nossos votos são extensivos também a toda a sua família do Brasil.
A sua irmã Lurdes está bem, felizmente, e continua na sua casa sob os cuidados permanentes dos seus filhos Francisco e Rosa.
Muitos abraços e beijos de nós todos para a família do Brasil e, no dia de hoje, especialmente para você.
Aqui vão duas prendinhas para si.
Esperamos que goste.


P. S. - Telefonei agora mesmo à sua irmã Lurdes. Ela sabia perfeitamente que você fazia anos hoje e disse "que lhe desejava muita saúde" e "que você tivesse muitos anos de vida".

quinta-feira, novembro 15, 2007

Aniversário - 75 anos!...

Sr. Polívio:

Muitos parabéns por este seu aniversário.
A família Lapa e Cruz do Carmo que reside em Portugal deseja que você tenha um dia de anos muito feliz, cheio de saúde e de alegria.
Abraços e beijos de nós todos para si, para a sua esposa, seus filhos e netos, e para a restante família residente aí no Brasil.
Aqui vai uma pequena prendinha que lhe manda a sua irmã Lurdes.
Esperamos que consigam ver e que gostem.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Aniversário

Sr. Polívio:

A família de Portugal não se esquece de si neste dia tão especial.
Esperamos que seja um dia muito feliz junto de todos os que lhe são queridos.
Aqui fica a cópia do postal que lhe enviou a sua sobrinha Graça no ano passado:

"Querido tio Polívio:

O tempo passou tão depressa!...
Ainda "há pouco tempo" eu ia até ao largo da Igreja de Vilamar, de braço dado com o meu tio Polívio, então um jovem de 34 anos e eu uma mulher de 14 anos, para vermos o arraial da festa e dançar ao som da música que tocava num palco improvisado, mas cheio de enfeites, balões, fitas coloridas, bandeiras de papel multicor, que atravessavam as ruas de um lado até ao outro.
Afinal, o tempo é breve!... Demasiado breve e fugaz...
Hoje faz 74 anos o meu tio mais querido (titio, como ele gostava de dizer).
Foi num desses fins de tarde que um rapazito (o Rosário), filho do João Manquinho, alfaiate da terra, se aproximou e, dirigindo-se a nós, disse:
- Ó senhor Polívio, deixe-me dançar com a sua filha!
O meu tio - perdido de riso - respondeu-lhe:
- Pergunte se ela quer ou não. Eu não sou pai dela...
A risada foi geral, tanto mais que connosco estava o meu tio Pereira.
- Que situação gozada... - diziam um para o outro.
Assim nos divertíamos.
E o meu estatuto de "namorada" passou ao de "filha" num piscar de olhos, para decepção dos dois.
Lembro-me ainda do carocha verde, de matrícula IA-48-72, onde muitas vezes você me levava a passear.
Lembro-me do aborrecimento da minha tia Laurinda por ser preterida quando o irmão preferia as camisas brancas que eram passadas a ferro por mim. Mas a "miúda" nunca queimou nenhuma camisa nem lhe deixou um único vinco, muito embora o ferro fosse cheio com brasas da lareira.
Já lá vão 40 anos!...
A saudade ficou e vive comigo, tal como a tristeza de ter sabido que, posteriormente, você veio a Portugal e não nos visitou. Não esqueço as lágrimas da minha mãe nem a tristeza espelhada no rosto do meu pai quando eles souberam que já tinha partido.
Peço-lhe agora que não nos esqueça, tal como eu nunca o esqueci. Só eu sei quanto afecto lhe tenho. Só eu sei o quanto gostava de mim e o quanto me respeitava, pois sabia que a minha mãe exigia que eu trabalhasse e a ajudasse como se fosse uma empregada dela. Só o meu tio Polívio sabia dar valor ao meu trabalho. E eu ficava feliz quando a minha mãe me ralhava por não ter feito isto ou aquilo e ele se virava contra ela, irritado, e lhe dizia com um modo estranho na fala:
-Você quer que ela trabalhe ainda mais? Você não vê que ela é ainda uma menininha? Não pode! Você não a deixa ser criança. É muita responsabilidade...
Sem o meu tio, eu fiquei "sozinha". Nunca mais tive ninguém que me protegesse, que suavizasse o peso da minha vida, que tivesse a coragem de me defender em qualquer circunstância, que estivesse do meu lado sempre e incondicionalmente.
Era isto que eu gostava de lhe dizer hoje, como agradecimento e votos de um feliz aniversário.

Receba um beijo e um abraço de quem nunca o esqueceu.

A sua sobrinha,

Graça Maria"

quarta-feira, novembro 16, 2005

Corrigindo o erro...

Regina:

Afinal, eu sempre tinha razão.
O meu tio Polívio fez 73 e não 74 anos.
Mas, este último número foi-me indicado pela minha mãe (que é irmã dele).
Eu sabia a idade correcta do tio porque, quando ele esteve aqui em Portugal, costumava dizer:
- Eu tenho a idade do crucificado (ou seja, 33 anos).
Ora, 33 anos com mais os 40 anos (entretanto passados) soma 73 anos.
É claro que eu achei por bem não referir no «post» anterior esta pequena discordância que tive com a minha mãe.
No entanto, e apesar de tudo, julgo que ela ainda tem uma boa memória.

Um grande beijo com o pedido de desculpas para o meu tio Polívio, o qual - para mim - continua ainda e sempre a ter 33 anos.

E um grande abraço para todo o resto da família aí do Brasil.

Graça Maria

terça-feira, novembro 15, 2005

DIA DE FESTA

Hoje como todos já sabem é o dia em que meu pai, Polivio faz aniversário.

Como não podia de ser, e com sábias e emocionantes palavras, a Graça fez uma homegem ao seu tio e meu pai Polivio.

Realmente as palavras mexeram com nossas emoções e corações. Foram recordações que ele pode reviver e ficar saudoso. Mas diante de tantos fatos, a personagem principal tem que deixar aqui seus protestos, tendo em vista que no discurso foi cometido uma falha insuperável, pois o aniversariante está completando 73 anos e ñão 74 como a Graça imagina.

Vocês precisavam ver o inconformismo dele ao verificar que haviam feito dele um velho (rsrsrs) por terem errado a idade.

Deixando as brincadeiras de lado, tenho que deixar registrado que hoje comeramos o aniversário de meu pai com um churrasco bem em família, sendo que estavam presentes e, o Sergio, o Vnicius, meu pai minha mãe, e também uma casal de amigos e seus três filhos adolecentes.

Fizemos um bolo e cantamos parabéns e até agora estamos comemorando. Hoje no Brasil é feriado, comemoramos o dia da Proclamação da República, mas meu pai costuma dizer que é por causa do seu aniversário (rsrsrs).

Bom, o dia esta acabando e com ele mais um ano é acrescido a vida de meu pai. Oxalá eu tenha a mesma sorte e consiga chegar aos 73 anos ou ir mais além.

Mais uma vez quero agradecer a homegem que foi prestada ao meu pai e igualmente as homenagens feitas ao meu irmão Sergio.

Que Deus no abençõe a todos um forte abraço

Regina

Aniversário

Querido tio Polívio:

O tempo passou tão depressa!...
Ainda "há pouco tempo" eu ia até ao largo da Igreja de Vilamar, de braço dado com o meu tio Polívio, então um jovem de 34 anos e eu uma mulher de 14 anos, para vermos o arraial da festa e dançar ao som da música que tocava num palco improvisado, mas cheio de enfeites, balões, fitas coloridas, bandeiras de papel multicor, que atravessavam as ruas de um lado até ao outro.
Afinal, o tempo é breve!... Demasiado breve e fugaz...
Hoje faz 74 anos o meu tio mais querido (titio, como ele gostava de dizer).
Foi num desses fins de tarde que um rapazito (o Rosário), filho do João Manquinho, alfaiate da terra, se aproximou e, dirigindo-se a nós, disse:
- Ó senhor Polívio, deixe-me dançar com a sua filha!
O meu tio - perdido de riso - respondeu-lhe:
- Pergunte se ela quer ou não. Eu não sou pai dela...
A risada foi geral, tanto mais que connosco estava o meu tio Pereira.
- Que situação gozada... - diziam um para o outro.
Assim nos divertíamos.
E o meu estatuto de "namorada" passou ao de "filha" num piscar de olhos, para decepção dos dois.
Lembro-me ainda do carocha verde, de matrícula IA-48-72, onde muitas vezes você me levava a passear.
Lembro-me do aborrecimento da minha tia Laurinda por ser preterida quando o irmão preferia as camisas brancas que eram passadas a ferro por mim. Mas a "miúda" nunca queimou nenhuma camisa nem lhe deixou um único vinco, muito embora o ferro fosse cheio com brasas da lareira.
Já lá vão 40 anos!...
A saudade ficou e vive comigo, tal como a tristeza de ter sabido que, posteriormente, você veio a Portugal e não nos visitou. Não esqueço as lágrimas da minha mãe nem a tristeza espelhada no rosto do meu pai quando eles souberam que já tinha partido.
Peço-lhe agora que não nos esqueça, tal como eu nunca o esqueci. Só eu sei quanto afecto lhe tenho. Só eu sei o quanto gostava de mim e o quanto me respeitava, pois sabia que a minha mãe exigia que eu trabalhasse e a ajudasse como se fosse uma empregada dela. Só o meu tio Polívio sabia dar valor ao meu trabalho. E eu ficava feliz quando a minha mãe me ralhava por não ter feito isto ou aquilo e ele se virava contra ela, irritado, e lhe dizia com um modo estranho na fala:
-Você quer que ela trabalhe ainda mais? Você não vê que ela é ainda uma menininha? Não pode! Você não a deixa ser criança. É muita responsabilidade...
Sem o meu tio, eu fiquei "sozinha". Nunca mais tive ninguém que me protegesse, que suavizasse o peso da minha vida, que tivesse a coragem de me defender em qualquer circunstância, que estivesse do meu lado sempre e incondicionalmente.
Era isto que eu gostava de lhe dizer hoje, como agradecimento e votos de um feliz aniversário.

Receba um beijo e um abraço de quem nunca o esqueceu.

A sua sobrinha,

Graça Maria