
Neste dia vêm à minha memória algumas pessoas que contribuiram para a minha auto-construção como ser humano e que recordo com uma infinita saudade, pois já as não tenho junto de mim.
Desse grupo de pessoas que me deixaram fazem parte o meu avô e a minha avó maternos, a tia-moça, a Fernanda com 17 anos, a Ana Cristina com 22 anos, a Paulinha com 45 anos, e o meu irmão António com 55 anos (dez dias antes de fazer 56).
Nenhum deles morrerá enquanto eu viver, pois eles continuam na minha alma tão vivos como sempre estiveram.
Para todos eles vai hoje, dia 1 de Novembro, o meu pensamento, a minha tristeza e a minha dor.
Deixo aqui representado o meu irmão António, junto de um ramo de flores, como símbolo de todos eles e do quanto me custou deixá-los partir sozinhos.
Escrevo estas palavras para que eles saibam que - se não me despedi deles - foi porque não pude ou porque a morte chegou tão de repente que nos esmagou o coração e nos deixou incrédulos.
Hoje é para mim um dia de tristeza e de saudade infinitas.
Graça Lapa
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