quinta-feira, novembro 24, 2005

Aniversário

Hoje faz 54 anos a minha querida esposa Graça Lapa.
Ela tem sido sempre uma grande mulher, uma grande professora de filosofia, uma grande esposa e uma grande mãe.
Por tudo o que tem feito e por tudo o que tem passado, ela merece toda a felicidade que possa existir quer nesta vida quer na outra.
Pela minha parte, procurarei contribuir o mais que puder para essa felicidade.
Mas, para expressar melhor os meus sentimentos e propósitos, vou socorrer-me de um poema de alguém que lhe foi muito querido: - o seu professor de filosofia da Universidade, e também poeta, Dr. Victor Raúl da Costa Matos (com o pseudónimo literário de Vítor Matos e Sá), que desapareceu num trágico acidente de viação em Fevereiro de 1975.


* * *


INVENÇÃO DE ÁGAPÊ (*)

de Vítor Matos e Sá - «O Silêncio e o Tempo» (1956)


Dizer quem amo quando a morte nasce
das palavras nuas com que nos trocamos
e no verbal mistério, leda, pasce
seus ternos frutos, de silêncio os ramos?

Dizer quem és se és às vezes tudo,
aberta uma janela – o sol, a altura,
um puro tempo no teu corpo mudo,
a transparente carne da ternura…

Para dizer de amor dizer-te só
o brando centro em que renasce o pó
e o que mal somos porque não tem fim?

Na fraternal vertigem de encontrar-te
eu amo tudo o que há de amor em dar-te
quem de um ao outro nos faz ser assim!



(*) Palavra grega que significa amor, afeição, carinho.

1 comentário:

M. disse...

Gostava também de desejar muitos parabéns à minha mãe, e agradecer-lhe muito o trabalho de «enfermeira» que teve comigo nos últimos dias.
Felizmente agora já estou quase bom, e sei que isso é uma optima prenda para ela!
Beijinhos.