Quando eu tinha 14 anos e era eterno, achava que uma vizinha minha com 30 anos era velha. Agora que tenho dificuldade em reconhecer o tipo que faz a barba todos os dias dentro do espelho da casa de banho, a olhar para mim, sinto que muita coisa se passou de certeza absoluta, mas lembro-me de poucas verdadeiramente dignas de recordar e de ainda menos pessoas.
O verdadeiro amigo, permito-me a arrogância de o dizer, não é aquele que nos dá imensas coisas, mas sim aquele que se dá a si, que está presente, quando precisamos de olhar para o lado e ver um rosto humano.
Neste dia em que se celebra o dia em que nasceu, Graça, venho aqui, por assim dizer, oficialmente, desejar que todos os seus familiares e amigos, aos quais eu sinto a honra de pertencer, recebam por muitos anos o presente da sua presença, do seu rosto humano; quando olharem para o lado à procura do conforto que só o afecto e a amizade podem dar. Cada vez que fizer anos seremos nós a receber a maior prenda.
A Inês, a Cristina e o Manuel desejam-lhe muitas, muitas, felicidades.
quinta-feira, novembro 24, 2005
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