Amigo Manuel Bastos:
Eu e o meu marido fomos a sua casa dar-lhe pessoalmente os parabéns pelo seu aniversário e levar-lhe uma modesta prenda.
Mas, não queremos deixar de assinalar no nosso blog este feliz acontecimento.
Assim, o que já lhe dissemos de viva voz é repetido aqui com todo o gosto: - fazemos votos de que este dia de aniversário se repita por muitos anos, sempre com saúde, com alegria, e na companhia de todos os seus entes queridos.
Muitos parabéns!
Muitas felicidades para si e para toda a sua família.
Graça Lapa
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
Aniversários
Hoje fazem anos os dois irmãos Vítor Lapa e Henrique Lapa.
O mais velho é também padrinho do mais novo.
Se as contas do ano passado estiverem certas, o Vítor faz agora 59 anos e o Henrique faz 50 anos.
Muitos parabéns para ambos.
Aqui ficam as palavras que lhes dirigiu a irmã Graça no ano passado:
"2 de Fevereiro de 2005.
Este é o dia em que os meus irmãos Vítor e Henrique comemoram os seus aniversários.
O Vítor faz 58 anos. O Henrique faz 49 anos.
Será que fiz bem as contas?
Se estão erradas, desculpem. Não foi falta de vontade em acertar.
Aliás, quando nós chegamos a uma certa e determinada idade, já não são muito importantes estes lapsos...
O que desejo do fundo do coração é que seja um dia Feliz para ambos, um dia mais para a vossa realização pessoal.
Realização de sonhos?
Não acredito neles. Só acredito no trabalho.
Por isso, desejo-vos um dia de inspiração; e que algo de novo e bom vos encha a alma de alegria.
São estes os desejos sinceros da irmã que vos ama
Graça"
O mais velho é também padrinho do mais novo.
Se as contas do ano passado estiverem certas, o Vítor faz agora 59 anos e o Henrique faz 50 anos.
Muitos parabéns para ambos.
Aqui ficam as palavras que lhes dirigiu a irmã Graça no ano passado:
"2 de Fevereiro de 2005.
Este é o dia em que os meus irmãos Vítor e Henrique comemoram os seus aniversários.
O Vítor faz 58 anos. O Henrique faz 49 anos.
Será que fiz bem as contas?
Se estão erradas, desculpem. Não foi falta de vontade em acertar.
Aliás, quando nós chegamos a uma certa e determinada idade, já não são muito importantes estes lapsos...
O que desejo do fundo do coração é que seja um dia Feliz para ambos, um dia mais para a vossa realização pessoal.
Realização de sonhos?
Não acredito neles. Só acredito no trabalho.
Por isso, desejo-vos um dia de inspiração; e que algo de novo e bom vos encha a alma de alegria.
São estes os desejos sinceros da irmã que vos ama
Graça"
segunda-feira, janeiro 30, 2006
Uma boa notícia!...
Ontem (dia 29/01) fui ao Hospital da Universidade de Coimbra saber notícias da médica que me operou e fiquei bastante satisfeito com as informações que ali me deram.
O acidente deu-se na manhã de Domingo, dia 22/01, quando a médica já estava no Hospital e se preparava para iniciar o seu turno da Urgência.
Talvez devido à assistência imediata que recebeu, a Sr.ª Doutora já recuperou bastante. Conhece as pessoas, fala com elas, consegue andar, recebe algumas visitas. Só tem ainda alguma falta de sensibilidade num braço e numa perna.
A família tem esperança de que ela esteja recuperada daqui por um mês.
Oxalá que assim aconteça, que estas férias forçadas lhe sejam benéficas e que ela tenha aprendido a lição, tendo mais cuidado com a sua vida profissional.
Fico feliz por saber das suas melhoras e mais aliviado por sentir que ela poderá continuar a auxiliar-me na minha doença, se tal for necessário.
O acidente deu-se na manhã de Domingo, dia 22/01, quando a médica já estava no Hospital e se preparava para iniciar o seu turno da Urgência.
Talvez devido à assistência imediata que recebeu, a Sr.ª Doutora já recuperou bastante. Conhece as pessoas, fala com elas, consegue andar, recebe algumas visitas. Só tem ainda alguma falta de sensibilidade num braço e numa perna.
A família tem esperança de que ela esteja recuperada daqui por um mês.
Oxalá que assim aconteça, que estas férias forçadas lhe sejam benéficas e que ela tenha aprendido a lição, tendo mais cuidado com a sua vida profissional.
Fico feliz por saber das suas melhoras e mais aliviado por sentir que ela poderá continuar a auxiliar-me na minha doença, se tal for necessário.
quinta-feira, janeiro 26, 2006
Notícias breves
Faz hoje (dia 26/01/2006) 4 meses que eu fui operado pela segunda vez no Hospital da Universidade de Coimbra.
No que respeita a essa operação, eu sinto-me agora bastante bem.
Por vezes ainda sinto uma sensação estranha na zona da costura, mas trata-se de algo que é passageiro e que será devido (penso eu) a prisão de ventre ou a acumulação de gases.
Quanto aos tratamentos de quimioterapia (fiz ontem o 7º deste segundo ciclo), acho que está tudo a correr normalmente.
A propósito das operações, soube ontem uma triste notícia. A médica que me operou das duas vezes teve no passado Domingo um AVC (acidente vascular cerebral).
Estou muito preocupado com esta situação porque a Sr.ª Doutora foi sempre muito interessada e atenciosa comigo e com a minha esposa.
Ela tem apenas 52 anos. Mas, tinha uma vida profissional demasiado preenchida, trabalhava demasiado, preocupava-se muito com os doentes, fumava, etc.
Está internada nos cuidados intermédios de neurologia e não pode ainda receber quaisquer visitas.
Não sei se ela poderá voltar a operar nos anos mais próximos.
Embora eu saiba que a equipa de cirurgia de que a médica fazia parte continua a trabalhar, tenho alguma preocupação em relação a qualquer outra operação a que eu tenha (oxalá que não!...) de ser sujeito no futuro.
Por agora é só isto.
Abraços e beijos para todos.
No que respeita a essa operação, eu sinto-me agora bastante bem.
Por vezes ainda sinto uma sensação estranha na zona da costura, mas trata-se de algo que é passageiro e que será devido (penso eu) a prisão de ventre ou a acumulação de gases.
Quanto aos tratamentos de quimioterapia (fiz ontem o 7º deste segundo ciclo), acho que está tudo a correr normalmente.
A propósito das operações, soube ontem uma triste notícia. A médica que me operou das duas vezes teve no passado Domingo um AVC (acidente vascular cerebral).
Estou muito preocupado com esta situação porque a Sr.ª Doutora foi sempre muito interessada e atenciosa comigo e com a minha esposa.
Ela tem apenas 52 anos. Mas, tinha uma vida profissional demasiado preenchida, trabalhava demasiado, preocupava-se muito com os doentes, fumava, etc.
Está internada nos cuidados intermédios de neurologia e não pode ainda receber quaisquer visitas.
Não sei se ela poderá voltar a operar nos anos mais próximos.
Embora eu saiba que a equipa de cirurgia de que a médica fazia parte continua a trabalhar, tenho alguma preocupação em relação a qualquer outra operação a que eu tenha (oxalá que não!...) de ser sujeito no futuro.
Por agora é só isto.
Abraços e beijos para todos.
quinta-feira, janeiro 19, 2006
Jornal de Notícias
Apesar de contrariada, fui indigitada para dar uma entrevista ao Jornal supracitado na 2ª feira transacta, a propósito do trabalho dos técnicos nas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens.
Depois de três horas de conversa e de uma jornalista "provocadora", saí orgulhosa porque falei dos procedimentos da nossa Comissão, das nossas lutas, dificuldades e lacunas de uma forma clara e explícita.
Hoje tinha à espera uma notícia altamente reduzida perante a quantidade de informação oferecida, e a dita Sra. não só trocou as minhas declarações como não as expôs devidamente...
Sinto-me desiludida.
Se for do vosso interesse espreitem aqui (eu apareço na fotografia...)
Depois de três horas de conversa e de uma jornalista "provocadora", saí orgulhosa porque falei dos procedimentos da nossa Comissão, das nossas lutas, dificuldades e lacunas de uma forma clara e explícita.
Hoje tinha à espera uma notícia altamente reduzida perante a quantidade de informação oferecida, e a dita Sra. não só trocou as minhas declarações como não as expôs devidamente...
Sinto-me desiludida.
Se for do vosso interesse espreitem aqui (eu apareço na fotografia...)
sábado, janeiro 14, 2006
Lugares da Memória (4)
Há já vários dias que ninguém escreve nada neste blog.
Por isso, vou pôr aqui mais algumas fotografias de S. João do Campo - a aldeia dos arredores de Coimbra em que a família Lapa viveu durante cerca de 7 anos e onde nasceram a Rosa Lapa e o Henrique Lapa.
Esta era (e ainda é) a Escola Primária da terra, onde estudaram os quatro filhos mais velhos (Vítor, Jorge, António e Graça):

Esta era a casa da família Teixeira:

E esta era a Fonte Larga (agora sem água ao fundo dos degraus):
Por isso, vou pôr aqui mais algumas fotografias de S. João do Campo - a aldeia dos arredores de Coimbra em que a família Lapa viveu durante cerca de 7 anos e onde nasceram a Rosa Lapa e o Henrique Lapa.
Esta era (e ainda é) a Escola Primária da terra, onde estudaram os quatro filhos mais velhos (Vítor, Jorge, António e Graça):

Esta era a casa da família Teixeira:

E esta era a Fonte Larga (agora sem água ao fundo dos degraus):
quinta-feira, janeiro 05, 2006
Aniversário
Hoje faz
51 anos
um outro membro deste blog que se identifica como
JOTRIA.
Trata-se do Zé Alves, marido da Rosa Lapa e pai do Zeca e da Sónia Catarina.
Meu caro Zé Alves:
Este ano não tenho outro poema para te enviar.
Mas envio-te os nossos desejos sinceros de que o teu dia de aniversário seja muito feliz e de que ele se repita por muitos anos, sempre com saúde e alegria, na companhia de toda a tua família.
No ano passado, alguns dos textos mais interessantes deste blog foram aqui postos por ti.
Por isso, creio que todos gostaríamos de voltar a ler aqui os «posts» ou os comentários que tu queiras partilhar connosco.
Um grande abraço do
Quim
Graça
Miguel e
Joana
51 anos
um outro membro deste blog que se identifica como
JOTRIA.
Trata-se do Zé Alves, marido da Rosa Lapa e pai do Zeca e da Sónia Catarina.
Meu caro Zé Alves:
Este ano não tenho outro poema para te enviar.
Mas envio-te os nossos desejos sinceros de que o teu dia de aniversário seja muito feliz e de que ele se repita por muitos anos, sempre com saúde e alegria, na companhia de toda a tua família.
No ano passado, alguns dos textos mais interessantes deste blog foram aqui postos por ti.
Por isso, creio que todos gostaríamos de voltar a ler aqui os «posts» ou os comentários que tu queiras partilhar connosco.
Um grande abraço do
Quim
Graça
Miguel e
Joana
sexta-feira, dezembro 30, 2005
Aniversário
Hoje faz 26 anos um dos membros deste blog:
Caríssimo Nuno:
Muitos abraços e beijos do
o Nuno Lapa
(filho do Henrique e da Alice e irmão da Salomé).
Caríssimo Nuno:
Muitos parabéns pelo aniversário que hoje celebras.
Todos nós esperamos que este dia seja muito feliz para ti, e que ele se repita por muitíssimos anos, sempre com saúde, alegria, paz, amor, e amizade junto de todos os que te são queridos.
Muitos abraços e beijos do
Tio Quim
Tia Graça
Miguel e
Joana
segunda-feira, dezembro 26, 2005
RAP NATALÍCIO
isto é a continuação do rap da postagem anterior, decidi acabar a letra que a minha irma começou:
Este recado vem atrasado
Mas está cheio de significado
Pera + um bocado
Que eu já estou enjoado
Tou a ficar abananado
Tou desempregado
Mas ainda tenho dinheiro pra ir ao mercado
Há que ter cuidado
Posso ser assaltado
Por isso vou remediado
YO! TÁ-SE COOL E TÁ-SE BEM!
Pobre coitado
Daquele veado
Que eu encontrei atropelado
No descampado
Ficou todo amassado
Pronto pra ser enlatado
E depois cozinhado
Por um esfomeado
Desesperado
Que canta fado
E deixou o meu carro arrumado
Na esquina ali ao lado
YO! TÁ-SE COOL E TÁ-SE BEM!
Eskece esta letra que nao tem kualker significado!
É um presente meu muito mal embrulhado!
YO!
Este recado vem atrasado
Mas está cheio de significado
Pera + um bocado
Que eu já estou enjoado
Tou a ficar abananado
Tou desempregado
Mas ainda tenho dinheiro pra ir ao mercado
Há que ter cuidado
Posso ser assaltado
Por isso vou remediado
YO! TÁ-SE COOL E TÁ-SE BEM!
Pobre coitado
Daquele veado
Que eu encontrei atropelado
No descampado
Ficou todo amassado
Pronto pra ser enlatado
E depois cozinhado
Por um esfomeado
Desesperado
Que canta fado
E deixou o meu carro arrumado
Na esquina ali ao lado
YO! TÁ-SE COOL E TÁ-SE BEM!
Eskece esta letra que nao tem kualker significado!
É um presente meu muito mal embrulhado!
YO!
domingo, dezembro 25, 2005
Ser Poeta é Ser Mais Alto
Sempre li e ouvi este verso e o soneto que ele inicia julgando compreender a sua bela mensagem.
Primeiro, porque tenho alguma capacidade de interpretação que é guiada pela minha sensibilidade.
Segundo, porque a poetisa Florbela Espanca explica a sua tese no próprio soneto.
Mas, confesso que hoje – ao ler esta carta do Manuel – me apercebi de que ainda estava longe de perceber o que é ser Poeta; e que terei conseguido aproximar-me um pouco mais dessa compreensão.
Ser Poeta é ser realmente “Mais Alto”.
Não importa como se escreve, o estilo que se usa, que seja prosa ou poesia.
Ser Poeta é escrever o que se sente, o que nos vai na alma, e dizê-lo com ironia ou cheio de sinceridade.
Mas, é muito mais, muito mais ainda…
Ser POETA é escrever aquilo que se é. É uma pessoa escrever-se, dizer-se, manifestar-se…
Como seria bom o Mundo e o nosso País se todos – e eu em especial – tivéssemos “a tua Altura”, Manuel.
Bem hajas e que o Menino Jesus te ouça.
(embora eu creia que Ele sabe melhor o que nos há-de dar do que nós o que havemos de pedir-lhe)
Graça Lapa
Primeiro, porque tenho alguma capacidade de interpretação que é guiada pela minha sensibilidade.
Segundo, porque a poetisa Florbela Espanca explica a sua tese no próprio soneto.
Mas, confesso que hoje – ao ler esta carta do Manuel – me apercebi de que ainda estava longe de perceber o que é ser Poeta; e que terei conseguido aproximar-me um pouco mais dessa compreensão.
Ser Poeta é ser realmente “Mais Alto”.
Não importa como se escreve, o estilo que se usa, que seja prosa ou poesia.
Ser Poeta é escrever o que se sente, o que nos vai na alma, e dizê-lo com ironia ou cheio de sinceridade.
Mas, é muito mais, muito mais ainda…
Ser POETA é escrever aquilo que se é. É uma pessoa escrever-se, dizer-se, manifestar-se…
Como seria bom o Mundo e o nosso País se todos – e eu em especial – tivéssemos “a tua Altura”, Manuel.
Bem hajas e que o Menino Jesus te ouça.
(embora eu creia que Ele sabe melhor o que nos há-de dar do que nós o que havemos de pedir-lhe)
Graça Lapa
Carta ao Pai Natal de um puto de 55 anos
Senhor Pai Natal,
O senhor deve estranhar que lhe esteja a escrever agora, quando toda a gente escreve sempre antes do Natal para lhe pedirem os presentes, mas eu vinha agradecer-lhe os que recebi.
Na verdade, eu não acredito que o senhor venha a ler esta carta;
Primeiro, porque não vai escrita em lapónio e se calhar o senhor não sabe português - mas isso não é de admirar porque aqui há muita gente que também não sabe e até estão a pensar em arranjar um presidente que ás vezes parece falar lapónio;
Segundo, não estou convencido que o senhor exista, o Menino Jesus, eu sei que existia porque a minha mãe dizia que sim, e a minha mãe nunca me mentiu;
Terceiro, não acredito que o senhor ainda esteja ao serviço, depois de tantos anos, dado que as medidas para aumentarem a idade da reforma ainda não foram postas em prática pelo governo.
Mas mesmo assim venho aqui agradecer-lhe.
Agradeço o presente que eu próprio comprei e escolhi, porque não havia meio de as pessoas descobrirem que era aquilo que eu queria.
Agradeço os presentes das minhas filhas, porque dá-me sempre a impressão que o presente é que as oferece a elas, para mim.
Agradeço o presente da minha mulher, porque é um presente cúmplice: só nós sabemos que os trocamos um com o outro.
Agradeço os presentes dos meus amigos porque não preciso de os abrir para saber o que lá está dentro: calor e afecto.
De facto, Pai Natal, este ano estou satisfeito com os presentes que recebi, porque já me habituei a lidar com a sovinice do senhor e se não fosse alguma habilidade minha e as pessoas que me querem bem, não tinha recebido nada de jeito.
Já agora aproveito esta carta para lhe pedir um presente antecipado, desculpe o oportunismo: dê-me um país novo, ou se não puder ser, dê-me ao menos um presidente que saiba falar bem português.
Sem outro assunto de momento.
Atenciosamente,
Manuel
O senhor deve estranhar que lhe esteja a escrever agora, quando toda a gente escreve sempre antes do Natal para lhe pedirem os presentes, mas eu vinha agradecer-lhe os que recebi.
Na verdade, eu não acredito que o senhor venha a ler esta carta;
Primeiro, porque não vai escrita em lapónio e se calhar o senhor não sabe português - mas isso não é de admirar porque aqui há muita gente que também não sabe e até estão a pensar em arranjar um presidente que ás vezes parece falar lapónio;
Segundo, não estou convencido que o senhor exista, o Menino Jesus, eu sei que existia porque a minha mãe dizia que sim, e a minha mãe nunca me mentiu;
Terceiro, não acredito que o senhor ainda esteja ao serviço, depois de tantos anos, dado que as medidas para aumentarem a idade da reforma ainda não foram postas em prática pelo governo.
Mas mesmo assim venho aqui agradecer-lhe.
Agradeço o presente que eu próprio comprei e escolhi, porque não havia meio de as pessoas descobrirem que era aquilo que eu queria.
Agradeço os presentes das minhas filhas, porque dá-me sempre a impressão que o presente é que as oferece a elas, para mim.
Agradeço o presente da minha mulher, porque é um presente cúmplice: só nós sabemos que os trocamos um com o outro.
Agradeço os presentes dos meus amigos porque não preciso de os abrir para saber o que lá está dentro: calor e afecto.
De facto, Pai Natal, este ano estou satisfeito com os presentes que recebi, porque já me habituei a lidar com a sovinice do senhor e se não fosse alguma habilidade minha e as pessoas que me querem bem, não tinha recebido nada de jeito.
Já agora aproveito esta carta para lhe pedir um presente antecipado, desculpe o oportunismo: dê-me um país novo, ou se não puder ser, dê-me ao menos um presidente que saiba falar bem português.
Sem outro assunto de momento.
Atenciosamente,
Manuel
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Manuel Bastos,
Natal
sexta-feira, dezembro 23, 2005
NATAL 2005
quinta-feira, dezembro 22, 2005
E ENTÃO É NATAL..
Acredito que todos aprendemos a gostar do Natal, primeiramente por ser um dia ou uma época em que os bem aventurados ganham presentes. Aqui em casa sempre foi assim, a tradição do bom velhinho na véspera de Natal.
Nunca me esqueço um dia em que eu havia pedido uma boneca que se espreguiçava toda e meu irmão acredito que tinha pedido uma bicicleta. Tínhamos lá nossos sete ou oito anos (meu irmão é um ano mais velho). Então o Natal estava sendo comemorado em nossa casa, a princípio eu já vos falei que minha família por parte de mãe sempre foi muito unida? Pois é, temos o costume de passar o Natal sempre todos juntos, antigamente era um ano na casa de uma tia, pois minha mãe tem duas irmãs, então o Natal se repetia em nossa casa a cada três anos, hoje vamos todos para a casa de veraneio de minha tia Odete (irmã do meio de minha mãe), a casa fica em Vinhedo, interior de São Paulo, perto de Campinas (uma hora mais ou menos de minha casa).
Minha tia construiu uma casa bem grande para poder acomodar todos, então ficamos todos os dias juntos, tomamos cafá, almoçamos e jantamos todos juntos, tem piscina, quadra de futebol e um salão de jogos, mas a molecada insiste em ficar dentro de casa jogando video game. AH se eu tivesse tido uma infância dessas.
Este ano não poderia ser diferente estaremos saindo de viagem provavelmente amanhã no começo da madrugada, pois o trânsito por aqui fica insuportável nessa época do ano. O gostoso mesmo é que vamos em carreata, pelo menos é o que parece, e só estaremos de volta na segunda dia 26, também por causa do trânsito.
Bom voltemos ao meu conto de Natal. Então eu queria uma boneca e meu irmão uma bicicleta. Como tínhamos que esperar a chegada do Papai Noel, ficávamos sempre anciosos por querer saber se realmente essa história de Papai Noel existia, era um tal de seguir meu pai pra e meus tios pra lá e pra cá, só pra ver se eles não iam sumir no momento certo.
Foi então que vi pelo buraco da fechadura que meu estava segurando a minha boneca nos braços e acabava de colocar em baixo da árvore de Natal. Para disfarçar ele até quebrou uma bola de natal pra fazer de conta que o Papai Noel havia feito aquilo num momento de pressa, coitado do velhinho, nem ali ele havia estado quanto mais quebrado aquela bola.
Foi então que descobri que até aquele momento eu havia passado os melhores Natais de minha vida, pois não a nada melhor que a fantasia e saber da realidade não me afetou em nada pois entendi que estava crescendo virando uma mocinha e deveria entender que aquilo eu deveria carregar para os meus filhos e deixá-los sempre a espera do Grande velhinho, até que pelos seus próprios meios possam descobrir a verdade.
Poi é o que estamos fazendo até hoje. É os anos passaram mas arrastamos para os nossos filhos várias tradições uma delas foi perpetuar a imagem do Papai Noel e trazê-lo a realidade, todos os anos um de nós se veste com as roupas do velhinho e distribui todos os presentes que foram comprados para as crianças, crianças que hoje já estão na adolecência, mas elas sempre esperam pelo homem de botas pretas e roupa vermelha batendo seu sino.
E este ano não vai ser diferente, certramente ele estará lá para perguntar: quem passou de ano? quem se comportou bem pro papai e pra mamãe?
E é assim que passamos o Natal, mas eu não poderia ir-me embora sem antes mencionar uma pessoa, que já não está mais entre nós há pelo menos uns 12 anos, mas que certamente encontra-se em espírito e nos visita a cada reunião que fazemos. Estou falando da Vó Rosa, mãe de minha mãe, que na ceia de natal, principalmente, nos faz muita falta e é sempre lembrada, pois recordamos o tempo em que ela era a primeira a sentar-se na mes, na cebeceira da mesa, e ai punha-se a comer bacalhau e em seguida castanhas portuguesas, e a noite não teminava sem que ela cantasse uma cação que não me recordo dela toda apenas de um trecho, senão vejamos: "era o vinho meu Deus era o vinho, era o vinho que eu mais adorava..." Pois a ela rendo-me minhas saudações e praticamente toda a união que temos hoje dentro de casa. Hoje as coisas já não são mais como ram antigamente,talvez pelo corre-corre, mas também porque ela já não está entre nós.
Bom eu sei que já falei demais, mas é sempre muito bom recordar coisas que nos fizeram bem seja na infância ou sei lá onde. E tenho certeza que muitos de vocês consseguiram viajar no tempo com meu conto de Natal, pois quem é que não tem um conto assim?
QUERO DESEJAR A TODOS UM FELIZ NATAL E QUE 2006 O ANO SEJA CHEIO DE REALIZAÇÕES E AVENTURAS PRA TODOS NÓES. QUERO AGRADECER DE CORAÇÃO MINHA FAMÍLIA PORTUGUES QUE TEM ME ACOLHIDO COM TANTO CARINHO E HUMILDADE DURANTE O ANO QUE SE VAI. CERTAMENTE ESTAMOS MAIS UNIDOS DO QUE NUNCA
Que Deus esteja com todos vocês porque ele está conosco.
Beijos
Da Prima Regina e família
(made in Brazil rsrsr)
segunda-feira, dezembro 19, 2005
Uma modesta prenda de Natal
Aprendi a gostar do Natal pela razão mais materialista possível: os presentes.
Com o tempo ganhei o espírito da confraternização com a família e penso que o transmiti razoavelmente às minhas filhas, mas no fundo de mim mesmo, ainda sobrevive aquela ansiedade gulosa que antecede o rasgar do papel em busca da coisa nova.
O Menino Jesus nunca foi pródigo em grandes surpresas. Mais tarde a sociedade de consumo trouxe o Pai Natal e ele lá abriu mais os cordões à bolsa, mas não se pode dizer que tenha perdido o juízo alguma vez, com as prendas que me deu.
Habituei-me à frase feita de que o que conta é a intenção, o espírito da quadra e tal… e lá tenho gerido este deve-haver natalício, mas não me sai da cabeça aquela promessa que fiz a mim mesmo quando era criança…
Os meus pais diziam-me que o Menino Jesus não dava prendas muito caras e que portanto eu não poderia receber o triciclo que tanto queria e eu pensava que um dia iria arranjar dinheiro para comprar um, demorasse o tempo que demorasse. Apesar de uma leve dúvida quanto à viabilidade desse prazer serôdio, dizia a mim mesmo que haveria de ter um.
Bem… nunca andei de triciclo na minha vida, nunca recebi muitas outras coisas que desejei pelos natais da minha existência, mas houve uma prenda que desejei ardentemente receber num certo Natal, afinal não custava nada ao Pai Natal dar-ma, era uma prenda bem modesta essa, a mais modesta que alguma vez desejei…
Claro, é mais uma história da guerra colonial, meia ficção, meia realidade; um pequeno conto de Natal que recebeu um prémio do Diário de Coimbra. Para lê-lo clique aqui.
Com o tempo ganhei o espírito da confraternização com a família e penso que o transmiti razoavelmente às minhas filhas, mas no fundo de mim mesmo, ainda sobrevive aquela ansiedade gulosa que antecede o rasgar do papel em busca da coisa nova.
O Menino Jesus nunca foi pródigo em grandes surpresas. Mais tarde a sociedade de consumo trouxe o Pai Natal e ele lá abriu mais os cordões à bolsa, mas não se pode dizer que tenha perdido o juízo alguma vez, com as prendas que me deu.
Habituei-me à frase feita de que o que conta é a intenção, o espírito da quadra e tal… e lá tenho gerido este deve-haver natalício, mas não me sai da cabeça aquela promessa que fiz a mim mesmo quando era criança…
Os meus pais diziam-me que o Menino Jesus não dava prendas muito caras e que portanto eu não poderia receber o triciclo que tanto queria e eu pensava que um dia iria arranjar dinheiro para comprar um, demorasse o tempo que demorasse. Apesar de uma leve dúvida quanto à viabilidade desse prazer serôdio, dizia a mim mesmo que haveria de ter um.
Bem… nunca andei de triciclo na minha vida, nunca recebi muitas outras coisas que desejei pelos natais da minha existência, mas houve uma prenda que desejei ardentemente receber num certo Natal, afinal não custava nada ao Pai Natal dar-ma, era uma prenda bem modesta essa, a mais modesta que alguma vez desejei…
Claro, é mais uma história da guerra colonial, meia ficção, meia realidade; um pequeno conto de Natal que recebeu um prémio do Diário de Coimbra. Para lê-lo clique aqui.
sábado, dezembro 17, 2005
Ainda a Estónia
Já regressei há uma semana da minha viagem à Estónia, mas só agora me foi possível fazer um apanhado dessa viagem.
Chegámos a Talinn e o cenário foi logo este.

Já se tinha visto imensa neve do avião. E, de facto, lá estava ela.
Talinn é uma cidade aproximadamente do tamanho de Coimbra, cujo centro histórico se encontra recuperado e orientado para o turismo.
O tema escolhido como atracção turística é o medievalismo.



A gastronomia local é pobre, não havendo grande tradição culinária. Vive-se um pouco á base da tradição de outros países. Ainda assim, há muitos enchidos e come-se sobretudo carne de porco.

A arquitectura típica é também de cariz medieval. Todas as casas são construídas em madeira, e o aquecimento é um bem de primeira necessidade...

Uma das coisas que mais me surpreendeu foi a abundância de bares requintados, e de restaurantes muito bem decorados. Os preços são iguais aos de cá de Portugal.

A Estónia é praticamente toda plana. Porém, Talinn tem uma parte alta de onde se pode ver o Mar Báltico, e onde está uma catedral que faz lembrar a recente ocupação Russa.


A meio da viagem fomos para Tartu, uma cidade universitária, que é muito parecida com Coimbra por causa dos estudantes e da universidade. O edifício principal da Universidade é este:

Estava sempre muito frio.
E apanhámos um nevão nesta cidade que é atravessada por um rio de gelo.

O pormenor de uma rua de Tartu.

Resta-me dizer que fiquei maravilhado com as companhias aéreas de baixo custo pelas quais realizei a viagem. Tanto a Rayanair como a Easyjet são referências a fixar no que toca a viagens sem atrasos e a um preço imbatível.
Agradeço também ao meu amigo Bernardo, à sua namorada Maris, e à família desta, por nos terem acolhido em suas casas e terem sido tão hospitaleiros.
Obrigado!
Chegámos a Talinn e o cenário foi logo este.

Já se tinha visto imensa neve do avião. E, de facto, lá estava ela.
Talinn é uma cidade aproximadamente do tamanho de Coimbra, cujo centro histórico se encontra recuperado e orientado para o turismo.
O tema escolhido como atracção turística é o medievalismo.



A gastronomia local é pobre, não havendo grande tradição culinária. Vive-se um pouco á base da tradição de outros países. Ainda assim, há muitos enchidos e come-se sobretudo carne de porco.

A arquitectura típica é também de cariz medieval. Todas as casas são construídas em madeira, e o aquecimento é um bem de primeira necessidade...

Uma das coisas que mais me surpreendeu foi a abundância de bares requintados, e de restaurantes muito bem decorados. Os preços são iguais aos de cá de Portugal.

A Estónia é praticamente toda plana. Porém, Talinn tem uma parte alta de onde se pode ver o Mar Báltico, e onde está uma catedral que faz lembrar a recente ocupação Russa.


A meio da viagem fomos para Tartu, uma cidade universitária, que é muito parecida com Coimbra por causa dos estudantes e da universidade. O edifício principal da Universidade é este:

Estava sempre muito frio.
E apanhámos um nevão nesta cidade que é atravessada por um rio de gelo.

O pormenor de uma rua de Tartu.

Resta-me dizer que fiquei maravilhado com as companhias aéreas de baixo custo pelas quais realizei a viagem. Tanto a Rayanair como a Easyjet são referências a fixar no que toca a viagens sem atrasos e a um preço imbatível.
Agradeço também ao meu amigo Bernardo, à sua namorada Maris, e à família desta, por nos terem acolhido em suas casas e terem sido tão hospitaleiros.
Obrigado!
segunda-feira, dezembro 12, 2005
Lugares da Memória (3)
residência do chefe de lanço (no 1º andar)
em
São João do Campo
(arredores de Coimbra)
quarta-feira, dezembro 07, 2005
Aniversário do Blog

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
O nosso blog dos «Lapas» faz hoje 1 ano!!!...
Parabéns para todos o que nele colaboram e também para os que lhe fazem simples visitas.
Eu acho que esta aventura tem sido muito interessante.
E vocês? O que pensam disto?
Vamos continuar?...
Enquanto puder, eu estou disposto a manter este laço de união entre os membros das famílias Lapa e Cruz do Carmo e os seus amigos espalhados por Portugal e pelo Mundo.
Mas, acho que alguns colaboradores têm estado muito calados e que deviam partilhar connosco as suas alegrias, tristezas, sonhos, projectos, etc.
Espero que o nosso blog tenha levado e que continue a levar um pouco de conforto e de amizade a todos o que o lêem, especialmente àqueles que estão longe do nosso país.
Um Feliz Natal e um Bom Ano Novo para todos.
Aquele abraço.
Quim
segunda-feira, dezembro 05, 2005
TARTU (Estónia)

Miguel, Ana, Bernardo e Maris:
Aqui está uma imagem da praça de Tartu em que apareceram vocês os quatro.
O Miguel esteve muito tempo a dizer-nos adeus.
Nós gostámos muito de vos ver todos aí no centro da praça.
Primeiro tive de carregar o programa «Axis».
Só vos vimos com a imagem pequena. Só depois de vocês irem embora é que eu descobri que podia ver a imagem no ecrã inteiro.
Também só no fim de tudo é que eu descobri que podia tirar fotos da praça. Por isso, não tirei (tenho pena) a fotografia da praça com vocês ainda lá. Fica para a próxima...
Obrigado por tudo.
Obrigado, em especial, ao Bernardo e à Maris.
Boa estadia do Miguel e da Ana aí por Tartu.
Abraços e beijos para vocês todos.
Xau
De Portugal para a Estónia

O Miguel e a Ana não têm condições logísticas satisfatórias para escreverem no nosso blog e colocarem aqui fotografias da Estónia.
Por isso, aqui fica um mapa da Europa onde se vê a localização da Estónia e da respectiva capital.
Quem pretender saber mais sobre aquele país pode consultar o site oficial do governo da Estónia, em língua inglesa, o qual tem o seguinte endereço: http://www.riik.ee/en/
E num outro endereço - http://www.president.ee/en/duties/ - podem ver-se várias notícias da recente visita que o Presidente da Estónia fez a Portugal.
Aproveito para desejar ao Miguel e à Ana uma boa estadia na Estónia e uma boa viagem de regresso a Portugal.
E para agradecer ao Bernardo, à sua namorada (Maris), e à família desta, por terem acolhido durante todos estes dias o Miguel e a Ana e lhes terem dado a oportunidade de conhecerem este país do Báltico que é um membro recente da nossa União Europeia.
Um grande abraço para todos.
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