sábado, maio 04, 2013
Um passeio com o Sr. Lapa
segunda-feira, agosto 03, 2009
Ainda uma outra possibilidade (só mais esta)
A) Do Sr. Padre Álvaro Vicente Lapa
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B) Do Sr. Manuel Vicente Lapa
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O procedimento também é simples: - é só clicar no link e seguir as instruções.
sábado, agosto 01, 2009
Outra possibilidade de fazer o downloud gratuito
http://www.divshare.com/download/8051034-ce6
http://www.divshare.com/download/8051021-b65
2) Dos livros impressos e das músicas avulsas do
Sr. Padre Álvaro Vicente Lapa:
http://www.divshare.com/download/8051512-e91
http://www.divshare.com/download/8051883-d12
http://www.divshare.com/download/8052566-8f7
http://www.divshare.com/download/8051997-ff5
http://www.divshare.com/download/8052378-93b
http://www.divshare.com/download/8052458-af8
http://www.divshare.com/download/8052212-cea
http://www.divshare.com/download/8052366-6c4
Aqui, o procedimento a seguir é ainda mais simples: - Basta clicar
na seta que diz «Downloud this file».
segunda-feira, julho 20, 2009
Poesia e Memórias de Manuel Vicente Lapa
O meu sogro foi um grande amante da poesia e era também um poeta popular.
Ao longo da sua vida ele escreveu um grande número de poemas.
Uma boa parte deles veio a ser reunida numa colectânea familiar a que se deu o nome de «Testamento Poético».
O Sr. Lapa escreveu ainda as suas memórias, de que foi feita igualmente uma edição familiar (precisamente com o título de «Memórias») no já longínquo ano de 1996.
Agora, é possível colocar à disposição de todos, e em formato PDF, o «Testamento Poético» e as «Memórias» do Sr. Manuel Vicente Lapa.
Quem quiser pode fazer o downloud gratuito destes dois livros em:
http://rapidshare.com/files/257003403/Testamento_Poetico.pdf
http://rapidshare.com/files/257003884/Memorias_de_Manuel_Vicente_Lapa.pdf
O procedimento a seguir é o seguinte:
1 – Clicar no respectivo link
2 – Clicar em «Free user»
3 – Esperar alguns segundos até que apareça a tecla «Downloud»
4 – Clicar nesta tecla «Downloud»
Esperamos que todos gostem destes textos como nós gostamos.
sábado, março 21, 2009
Dia Mundial da Poesia - 21/03/2009
Hoje comemora-se o Dia Mundial da Poesia!...
O meu sogro, Manuel Vicente Lapa (que faleceu em 25/01/2007), também foi um poeta popular e um amante da poesia.
Aqui ficam dois poemas dele ainda inéditos.
Esta é uma homenagem simples a uma pessoa que também era simples e boa.
Dois olhos pretos tristinhos
Dois olhos pretos, tristinhos,
Por não poderem mostrar
As ternuras e carinhos
Que tinham para me dar!...
Eu fingindo, distraído,
Sem me mostrar desgostoso.
Por não ter correspondido
Julgava ser venturoso!...
Hoje arrasto a existência
Muito a custo e infeliz.
Pesando-me a consciência
O quanto de mal eu fiz!...
Querido Anjo adorado,
Perdoa-me, por favor.
Bem sabes não ser culpado,
Mas o destino traidor!...
O Céu também faz partidas
Por consentir que o Demónio
Proíba que duas vidas
Se unam por matrimónio!...
Em respeito e adoração
Não há flor desabrochada
Que não seja visitada
Pela abelha diligente.
Como gosta ser beijada
Sempre que é visitada!
Como se mostra contente!...
Seu desejo é que seu néctar
Se venha a transformar
Num mel delicioso.
Perdoa até ser cortada
Se no altar colocada
Por honra ao Deus bondoso!...
Murcha, pende para o chão
Em respeito e adoração
Que deve ao seu Criador.
Deu odor à criatura.
E agora com a maior ternura
Se fina, a meiga flor!...
sexta-feira, janeiro 25, 2008
25 de Janeiro
Neste dia, todos os que lhe são próximos o recordaram com saudade e formularam votos de que ele se encontre bem e feliz numa outra vida, junto de todos os seus parentes e amigos que o precederam.
Ele foi sempre um homem trabalhador, honesto e piedoso.
Bem merece a recompensa em que sempre acreditou e para a obtenção da qual sempre se esforçou.
É neste entendimento que os familiares encaram com serenidade a sua passagem.
Em sua intenção, vai ser celebrada pelas 18,30 horas uma Missa na igreja paroquial de Nossa Senhora de Lurdes, nesta cidade de Coimbra.
sexta-feira, outubro 12, 2007
Manuel Vicente Lapa
"Hoje o avô Lapa completaria 88 anos de vida.
A vida dele foi repleta de experiências que lhe deram um saber que nós jamais alcançaremos. A sua infância – cheia de irmãos –, a sua precária e inconstante aprendizagem escolar nunca lhe tiraram a vontade de aprender e de ser alguém na vida. Na adolescência, como trabalhador agrícola, já sabia o que os “velhos” admiravam: – onde ir buscar a enorme capacidade de aguentar o trabalho do campo com menos esforço e mais produtividade. Dizia-me tantas vezes: “Eu era um garoto ao lado deles, mas sabia que tinha que trabalhar sempre de modo a que o sol nunca me batesse no rosto”. Senão, o esforço físico era muito maior para fazer o mesmo trabalho.
Como Pai, foi por vezes muito duro, quase desumano. Mas soube sempre compensar-nos com uma enorme ternura e muitos momentos de brincadeira. Nessas alturas nunca percebi quem do “monte” de pernas e braços era mais criança. Mas sabia quem ria mais, quase até ficar sem fôlego.
Não tenho qualquer dúvida que ele amou os seus filhos – nem sempre da maneira mais pedagógica… Fez-nos sofrer… Mas a vida dele, à excepção dos filhos, era um rio de sofrimento, de dificuldades, onde faltava quase tudo, onde uma fatia de broa realizava o seu pleno sentido e matava a fome.
Foi este Pai a única pessoa que estava ao meu lado quando senti que ia ter um filho. Do meu quarto chamei: Papá, Papá… E ele já estava ao pé de mim quando eu o chamei pela segunda vez. Foi ele que me disse tudo o que me iria acontecer. Foi ele que me acalmou. Desde as 6 e meia da manhã do dia 31 de Agosto nunca saíu do meu quarto. Não me lembro do que falámos. Mas sei que me deve ter dito o melhor que sabia.
Sozinhos conversámos imenso. Nunca senti a falta da minha mãe. Já a manhã ia alta, era perto do meio-dia, e ele disse-me: “Filha, chegou a hora, pelas tuas dores, de um pai dar lugar a uma mulher. Por isso, vou chamar a mulher do Vítor que virá para junto de ti… Assim aconteceu…
Daí em diante, ele remeteu-se ao seu canto com o terço na mão.
Foi ele e a Sãozita que assistiram ao meu “sofrimento”; e não poucas vezes chorávamos os três. De todos, a São era a mais corajosa. O pai do menino chegou tarde. Vinha de Mogadouro, de terminar o seu turno de férias como Delegado do Procurador da República. A minha mãe, não sei quando regressou de férias.
Na tarde de 31 de Agosto, pelas 8 horas, fomos até à clínica da Sofia. Ao despedir-se de mim, o meu pai disse-me: “Vai e não tenhas receio porque eu fico a rezar por ti.”
Miguel, tu sabes quanto és um ser querido e amado por todos, meu filho. Mas talvez tenhas tido um lugar especial no coração do teu avô Lapa.
Às vezes, penso que se deve a isto o facto de ele - com a sua doença - se ter esquecido do nome de todas as pessoas excepto o do Francisco e o teu.
Já não sabia bem quem eu era, mas quando me via perguntava logo: “O meu Migalhinhas? Preciso de falar com o meu Miguel.” Nunca disse apenas Miguel; era sempre “o meu Miguel”. Até a Joaninha me disse várias vezes que o avô gostava mais do Miguel do que dela. É claro que eu tentava contrariar a evidência.
Sempre que o visitava, ele perguntava: “O meu Miguel como vai? Onde está?” Repetia, repetia… “Diz-lhe que preciso urgentemente de falar com ele…” E eu não ligava. Mas tu ias vê-lo e só tu podes recordar o seu olhar quando levantava os braços ao alto com o terço na mão, sempre que te via. Lembras-te daquele rir meio misturado com lágrimas? Eu nunca me esqueço. “Ai o meu menino, o meu Migalhinhas!” Deves recordar muitas brincadeiras com ele que eu não me lembro. Mas eu não me esqueço daquela alegria que ainda se vê no olhar dele fixado pelas fotos.
Estou convencida que, ao querer falar contigo, ao querer que tu lá fosses, ao insistir na tua presença, era uma maneira, se calhar das poucas maneiras de se sentir seguro, não abandonado. O mesmo acontece comigo hoje. Sempre que tu chegas, acho que nada de mal me pode acontecer. Os sentimentos do meu pai e os meus são os mesmos: de tranquilidade, de protecção, de amparo, de cuidado e de alegria.
Hoje compreendo melhor o meu pai. Hoje amo-o mais. Tal como ele, também tu me fazes muita falta, meu filho.
Hoje, dia 12 de Outubro, o avô Manuel Vicente Lapa completaria 88 anos.
Diz-lhe – no Blog, se quiseres – que não te esqueces dele. Diz-lhe que, tal como ele amava a música, também tu a amas; e, tal como ele admirava e enaltecia a Justiça, também tu não te esquecerás de lhe seguir os passos.
Não tenho dúvida que, para além da família e de Deus, só duas coisas ele venerava: – A Música e o Direito.
Meu Miguel, o avô não está connosco, mas ensina-nos a ser um dia avós, companheiros inesquecíveis dos nossos netos."Todos nós, cada um à sua maneira, recordamos com saudade o meu avô.
Mesmo quem nunca o conheceu pode aceder à sua personalidade através dos seus escritos, das suas histórias, e daquilo que dizem dele os que o coheciam.
Ele era de facto um grande homem; e constitui, ainda hoje, um exemplo a seguir.
Este blog foi criado também em sua homenagem, e espero que sirva para o imortalizar.
Enquanto nos lembrarmos dele, a sua presença permanecerá.
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Missa do sétimo dia
Oxalá que ela tenha sido proveitosa para o falecido e também para os que estão vivos.
Estiveram presentes alguns conhecidos e amigos do Sr. Lapa que, no final, vieram apresentar as suas condolências aos familiares que ali se encontravam.
O Sr. Lapa foi sempre um homem justo, trabalhador e piedoso.
Ele deixou neste mundo familiares e amigos que hão-de recordá-lo por muitos anos e sempre com muita saudade.
Por isso, ele partiu de junto de nós mas há-de continuar connosco (na nossa memória).
Aqui fica este breve registo dos factos e dos sentimentos.
quinta-feira, janeiro 25, 2007
Manuel Vicente Lapa (1919-2007)
Hoje, dia 25/01/2007, pelas 11,40 horas, faleceu no Hospital da Universidade de Coimbra o meu sogro Sr. Manuel Vicente Lapa.Amanhã, dia 26/01/2007, o seu corpo estará em câmara ardente a partir das 11 horas na igreja paroquial de Nossa Senhora de Lurdes. E, pelas 15,30 horas, será celebrada missa de corpo presente na referida igreja, após o que terá lugar o funeral para o cemitério da Conchada, nesta cidade.
É com muita pena que eu dou esta triste notícia a todos os membros da família Lapa espalhado pelo mundo.
Este blog «Lapa-Mundi» - e também o ‘site’ www.quim.pt.to – foram feitos, em grande parte, para prestar homenagem a esse homem extraordinário.
Quem quiser conhecê-lo melhor e/ou recordá-lo pode continuar a ler o que ele nos deixou escrito no ‘site’ acima referido.
O Sr. Lapa foi sempre um homem profundamente religioso. Oxalá que ele vá encontrar-se com todos os entes queridos que partiram antes dele; e – sobretudo – que obtenha a recompensa em que sempre acreditou e em função da qual orientou toda a sua vida.
quinta-feira, outubro 12, 2006
Aniversário
domingo, março 19, 2006
Para o meu pai no dia de todos os pais
Ele e eu tornávamos a vida um pouco mais leve um ao outro...
Agora, quando lhe pergunto ao ouvido alguma coisa, sei que jamais me responderá. Agora, quando lhe peço algum conselho ao ouvido, sei que não mo dará. Mesmo assim, não me importo. Ele, lá no fundo, há-de saber que sou eu que lhe falo. Afinal, ele é o meu pai. Aquele que sempre me ouviu e protegeu. Que sempre esteve presente para me levar ao médico quando eu estava doente. E que eu vi muitas vezes a chorar... Era ele que se alegrava particularmente quando eu tirava uma boa nota nos estudos. Mas também era a ele que o meu coração mais gostava de dar a boa nova.
Era aborrecido muitas vezes, mais vezes que as necessárias. Mas foi ele que me deu um corpo, o meu companheiro de todos os dias, nos bons e maus momentos que têm sido a minha vida. Por isso lho agradeço.
O meu pai corrigiu-me e repreendeu-me ao longo do tempo. Foi o modo que ele encontrou para me formar como pessoa, para me educar e me dar as condições para eu ser o que sou hoje, como força intelectual, profissional e moral. De tal modo me imprimiu os valores humanos que eram seus que com eles me rejo hoje e sempre. E são esses mesmos valores que eu transmiti e que transmito àqueles que mais amo: - os meus filhos. É deste modo que prolongo o meu pai, não deixando que ele morra nunca.
Muitas vezes ele me visitou na minha casa para receber de mim algumas palavras e ideias com que orientava as suas acções e comportamentos nos seus últimos anos de consciência e de plenitude intelectual.
Dizia-me nessas alturas:
- Filha, agora que te ouvi, já posso ir-me embora. Sinto-me reconfortado e com força para mais alguns dias. Quando me sentir perdido, bato-te à porta outra vez.
Por me ter ouvido, obrigada, meu pai. Por me ter feito sentir útil, bem-haja. Obrigada também por me ter feito sentir que eu valia a pena como ser humano. Mas, como posso agradecer-lhe o brilho dos seus olhos quando eles olhavam os meus filhos? Como pode uma mãe agradecer tais coisas? Será possível manifestar por palavras a minha gratidão?
Não posso deixar de o amar por tudo, apesar de nem sempre ter estado de acordo com as suas atitudes para com os meus irmãos que eu amava igualmente e que não conseguia ver sofrer... Mesmo assim, não posso deixar de o amar.
Bem-haja, meu pai, pelo exemplo que foi toda a sua vida e por tudo o que me ensinou e deu.
Agora, da sua cama, ele olha-me com olhos vazios. Mas, quando eu lhe falo, parece-me que sorri. Ou serão os meus olhos?...
Estou certa que, lá no fundo da sua inteligência, o meu pai sabe ainda que sou eu. Que eu sou, como ele dizia, “a menina dos seus olhos”. Será que é por eu não o ter comigo que o seu olhar se tornou baço e indefinido?... No meu coração eu sei que ele me conhece, que ele me sente e ouve. Por isso eu lhe digo baixinho, ao ouvido, para que ele não duvide:
- Papá, sou eu que estou aqui. Sou eu… Eu… A sua filha Graça.
