Acredito que todos aprendemos a gostar do Natal, primeiramente por ser um dia ou uma época em que os bem aventurados ganham presentes. Aqui em casa sempre foi assim, a tradição do bom velhinho na véspera de Natal.
Nunca me esqueço um dia em que eu havia pedido uma boneca que se espreguiçava toda e meu irmão acredito que tinha pedido uma bicicleta. Tínhamos lá nossos sete ou oito anos (meu irmão é um ano mais velho). Então o Natal estava sendo comemorado em nossa casa, a princípio eu já vos falei que minha família por parte de mãe sempre foi muito unida? Pois é, temos o costume de passar o Natal sempre todos juntos, antigamente era um ano na casa de uma tia, pois minha mãe tem duas irmãs, então o Natal se repetia em nossa casa a cada três anos, hoje vamos todos para a casa de veraneio de minha tia Odete (irmã do meio de minha mãe), a casa fica em Vinhedo, interior de São Paulo, perto de Campinas (uma hora mais ou menos de minha casa).
Minha tia construiu uma casa bem grande para poder acomodar todos, então ficamos todos os dias juntos, tomamos cafá, almoçamos e jantamos todos juntos, tem piscina, quadra de futebol e um salão de jogos, mas a molecada insiste em ficar dentro de casa jogando video game. AH se eu tivesse tido uma infância dessas.
Este ano não poderia ser diferente estaremos saindo de viagem provavelmente amanhã no começo da madrugada, pois o trânsito por aqui fica insuportável nessa época do ano. O gostoso mesmo é que vamos em carreata, pelo menos é o que parece, e só estaremos de volta na segunda dia 26, também por causa do trânsito.
Bom voltemos ao meu conto de Natal. Então eu queria uma boneca e meu irmão uma bicicleta. Como tínhamos que esperar a chegada do Papai Noel, ficávamos sempre anciosos por querer saber se realmente essa história de Papai Noel existia, era um tal de seguir meu pai pra e meus tios pra lá e pra cá, só pra ver se eles não iam sumir no momento certo.
Foi então que vi pelo buraco da fechadura que meu estava segurando a minha boneca nos braços e acabava de colocar em baixo da árvore de Natal. Para disfarçar ele até quebrou uma bola de natal pra fazer de conta que o Papai Noel havia feito aquilo num momento de pressa, coitado do velhinho, nem ali ele havia estado quanto mais quebrado aquela bola.
Foi então que descobri que até aquele momento eu havia passado os melhores Natais de minha vida, pois não a nada melhor que a fantasia e saber da realidade não me afetou em nada pois entendi que estava crescendo virando uma mocinha e deveria entender que aquilo eu deveria carregar para os meus filhos e deixá-los sempre a espera do Grande velhinho, até que pelos seus próprios meios possam descobrir a verdade.
Poi é o que estamos fazendo até hoje. É os anos passaram mas arrastamos para os nossos filhos várias tradições uma delas foi perpetuar a imagem do Papai Noel e trazê-lo a realidade, todos os anos um de nós se veste com as roupas do velhinho e distribui todos os presentes que foram comprados para as crianças, crianças que hoje já estão na adolecência, mas elas sempre esperam pelo homem de botas pretas e roupa vermelha batendo seu sino.
E este ano não vai ser diferente, certramente ele estará lá para perguntar: quem passou de ano? quem se comportou bem pro papai e pra mamãe?
E é assim que passamos o Natal, mas eu não poderia ir-me embora sem antes mencionar uma pessoa, que já não está mais entre nós há pelo menos uns 12 anos, mas que certamente encontra-se em espírito e nos visita a cada reunião que fazemos. Estou falando da Vó Rosa, mãe de minha mãe, que na ceia de natal, principalmente, nos faz muita falta e é sempre lembrada, pois recordamos o tempo em que ela era a primeira a sentar-se na mes, na cebeceira da mesa, e ai punha-se a comer bacalhau e em seguida castanhas portuguesas, e a noite não teminava sem que ela cantasse uma cação que não me recordo dela toda apenas de um trecho, senão vejamos: "era o vinho meu Deus era o vinho, era o vinho que eu mais adorava..." Pois a ela rendo-me minhas saudações e praticamente toda a união que temos hoje dentro de casa. Hoje as coisas já não são mais como ram antigamente,talvez pelo corre-corre, mas também porque ela já não está entre nós.
Bom eu sei que já falei demais, mas é sempre muito bom recordar coisas que nos fizeram bem seja na infância ou sei lá onde. E tenho certeza que muitos de vocês consseguiram viajar no tempo com meu conto de Natal, pois quem é que não tem um conto assim?
QUERO DESEJAR A TODOS UM FELIZ NATAL E QUE 2006 O ANO SEJA CHEIO DE REALIZAÇÕES E AVENTURAS PRA TODOS NÓES. QUERO AGRADECER DE CORAÇÃO MINHA FAMÍLIA PORTUGUES QUE TEM ME ACOLHIDO COM TANTO CARINHO E HUMILDADE DURANTE O ANO QUE SE VAI. CERTAMENTE ESTAMOS MAIS UNIDOS DO QUE NUNCA
Que Deus esteja com todos vocês porque ele está conosco.
Beijos
Da Prima Regina e família
(made in Brazil rsrsr)