sexta-feira, dezembro 30, 2005

Aniversário

Hoje faz 26 anos um dos membros deste blog:

o Nuno Lapa
(filho do Henrique e da Alice e irmão da Salomé).

Caríssimo Nuno:

Muitos parabéns pelo aniversário que hoje celebras.
Todos nós esperamos que este dia seja muito feliz para ti, e que ele se repita por muitíssimos anos, sempre com saúde, alegria, paz, amor, e amizade junto de todos os que te são queridos.

Muitos abraços e beijos do

Tio Quim
Tia Graça
Miguel e
Joana

segunda-feira, dezembro 26, 2005

RAP NATALÍCIO

isto é a continuação do rap da postagem anterior, decidi acabar a letra que a minha irma começou:


Este recado vem atrasado
Mas está cheio de significado
Pera + um bocado
Que eu já estou enjoado
Tou a ficar abananado
Tou desempregado
Mas ainda tenho dinheiro pra ir ao mercado
Há que ter cuidado
Posso ser assaltado
Por isso vou remediado

YO! TÁ-SE COOL E TÁ-SE BEM!

Pobre coitado
Daquele veado
Que eu encontrei atropelado
No descampado
Ficou todo amassado
Pronto pra ser enlatado
E depois cozinhado
Por um esfomeado
Desesperado
Que canta fado
E deixou o meu carro arrumado
Na esquina ali ao lado

YO! TÁ-SE COOL E TÁ-SE BEM!

Eskece esta letra que nao tem kualker significado!
É um presente meu muito mal embrulhado!
YO!

domingo, dezembro 25, 2005

Ser Poeta é Ser Mais Alto

Sempre li e ouvi este verso e o soneto que ele inicia julgando compreender a sua bela mensagem.
Primeiro, porque tenho alguma capacidade de interpretação que é guiada pela minha sensibilidade.
Segundo, porque a poetisa Florbela Espanca explica a sua tese no próprio soneto.
Mas, confesso que hoje – ao ler esta carta do Manuel – me apercebi de que ainda estava longe de perceber o que é ser Poeta; e que terei conseguido aproximar-me um pouco mais dessa compreensão.
Ser Poeta é ser realmente “Mais Alto”.
Não importa como se escreve, o estilo que se usa, que seja prosa ou poesia.
Ser Poeta é escrever o que se sente, o que nos vai na alma, e dizê-lo com ironia ou cheio de sinceridade.
Mas, é muito mais, muito mais ainda…
Ser POETA é escrever aquilo que se é. É uma pessoa escrever-se, dizer-se, manifestar-se…
Como seria bom o Mundo e o nosso País se todos – e eu em especial – tivéssemos “a tua Altura”, Manuel.

Bem hajas e que o Menino Jesus te ouça.

(embora eu creia que Ele sabe melhor o que nos há-de dar do que nós o que havemos de pedir-lhe)

Graça Lapa

Carta ao Pai Natal de um puto de 55 anos

Senhor Pai Natal,

O senhor deve estranhar que lhe esteja a escrever agora, quando toda a gente escreve sempre antes do Natal para lhe pedirem os presentes, mas eu vinha agradecer-lhe os que recebi.

Na verdade, eu não acredito que o senhor venha a ler esta carta;

Primeiro, porque não vai escrita em lapónio e se calhar o senhor não sabe português - mas isso não é de admirar porque aqui há muita gente que também não sabe e até estão a pensar em arranjar um presidente que ás vezes parece falar lapónio;

Segundo, não estou convencido que o senhor exista, o Menino Jesus, eu sei que existia porque a minha mãe dizia que sim, e a minha mãe nunca me mentiu;

Terceiro, não acredito que o senhor ainda esteja ao serviço, depois de tantos anos, dado que as medidas para aumentarem a idade da reforma ainda não foram postas em prática pelo governo.

Mas mesmo assim venho aqui agradecer-lhe.

Agradeço o presente que eu próprio comprei e escolhi, porque não havia meio de as pessoas descobrirem que era aquilo que eu queria.

Agradeço os presentes das minhas filhas, porque dá-me sempre a impressão que o presente é que as oferece a elas, para mim.

Agradeço o presente da minha mulher, porque é um presente cúmplice: só nós sabemos que os trocamos um com o outro.

Agradeço os presentes dos meus amigos porque não preciso de os abrir para saber o que lá está dentro: calor e afecto.

De facto, Pai Natal, este ano estou satisfeito com os presentes que recebi, porque já me habituei a lidar com a sovinice do senhor e se não fosse alguma habilidade minha e as pessoas que me querem bem, não tinha recebido nada de jeito.

Já agora aproveito esta carta para lhe pedir um presente antecipado, desculpe o oportunismo: dê-me um país novo, ou se não puder ser, dê-me ao menos um presidente que saiba falar bem português.

Sem outro assunto de momento.

Atenciosamente,

Manuel

sexta-feira, dezembro 23, 2005

NATAL 2005

Para todos os membros das famílias Lapa, Cruz do Carmo, Carmo & Baptista, e seus muitos amigos – seja qual for a parte do mundo em que se encontrem – ficam aqui os votos de um
FELIZ NATAL
e de um
ANO NOVO
cheio de saúde, de alegria, de paz e de amor.
Abraços e beijos para vocês todos.

*** B*O*A*S* *F*E*S*T*A*S ***
***
* São os votos *
*da Inês da Cristina e do Manel*
**
A todos os colaboradores do Lapa-Mundi

quinta-feira, dezembro 22, 2005

E ENTÃO É NATAL..

Acredito que todos aprendemos a gostar do Natal, primeiramente por ser um dia ou uma época em que os bem aventurados ganham presentes. Aqui em casa sempre foi assim, a tradição do bom velhinho na véspera de Natal.
Nunca me esqueço um dia em que eu havia pedido uma boneca que se espreguiçava toda e meu irmão acredito que tinha pedido uma bicicleta. Tínhamos lá nossos sete ou oito anos (meu irmão é um ano mais velho). Então o Natal estava sendo comemorado em nossa casa, a princípio eu já vos falei que minha família por parte de mãe sempre foi muito unida? Pois é, temos o costume de passar o Natal sempre todos juntos, antigamente era um ano na casa de uma tia, pois minha mãe tem duas irmãs, então o Natal se repetia em nossa casa a cada três anos, hoje vamos todos para a casa de veraneio de minha tia Odete (irmã do meio de minha mãe), a casa fica em Vinhedo, interior de São Paulo, perto de Campinas (uma hora mais ou menos de minha casa).
Minha tia construiu uma casa bem grande para poder acomodar todos, então ficamos todos os dias juntos, tomamos cafá, almoçamos e jantamos todos juntos, tem piscina, quadra de futebol e um salão de jogos, mas a molecada insiste em ficar dentro de casa jogando video game. AH se eu tivesse tido uma infância dessas.
Este ano não poderia ser diferente estaremos saindo de viagem provavelmente amanhã no começo da madrugada, pois o trânsito por aqui fica insuportável nessa época do ano. O gostoso mesmo é que vamos em carreata, pelo menos é o que parece, e só estaremos de volta na segunda dia 26, também por causa do trânsito.
Bom voltemos ao meu conto de Natal. Então eu queria uma boneca e meu irmão uma bicicleta. Como tínhamos que esperar a chegada do Papai Noel, ficávamos sempre anciosos por querer saber se realmente essa história de Papai Noel existia, era um tal de seguir meu pai pra e meus tios pra lá e pra cá, só pra ver se eles não iam sumir no momento certo.
Foi então que vi pelo buraco da fechadura que meu estava segurando a minha boneca nos braços e acabava de colocar em baixo da árvore de Natal. Para disfarçar ele até quebrou uma bola de natal pra fazer de conta que o Papai Noel havia feito aquilo num momento de pressa, coitado do velhinho, nem ali ele havia estado quanto mais quebrado aquela bola.
Foi então que descobri que até aquele momento eu havia passado os melhores Natais de minha vida, pois não a nada melhor que a fantasia e saber da realidade não me afetou em nada pois entendi que estava crescendo virando uma mocinha e deveria entender que aquilo eu deveria carregar para os meus filhos e deixá-los sempre a espera do Grande velhinho, até que pelos seus próprios meios possam descobrir a verdade.
Poi é o que estamos fazendo até hoje. É os anos passaram mas arrastamos para os nossos filhos várias tradições uma delas foi perpetuar a imagem do Papai Noel e trazê-lo a realidade, todos os anos um de nós se veste com as roupas do velhinho e distribui todos os presentes que foram comprados para as crianças, crianças que hoje já estão na adolecência, mas elas sempre esperam pelo homem de botas pretas e roupa vermelha batendo seu sino.
E este ano não vai ser diferente, certramente ele estará lá para perguntar: quem passou de ano? quem se comportou bem pro papai e pra mamãe?
E é assim que passamos o Natal, mas eu não poderia ir-me embora sem antes mencionar uma pessoa, que já não está mais entre nós há pelo menos uns 12 anos, mas que certamente encontra-se em espírito e nos visita a cada reunião que fazemos. Estou falando da Vó Rosa, mãe de minha mãe, que na ceia de natal, principalmente, nos faz muita falta e é sempre lembrada, pois recordamos o tempo em que ela era a primeira a sentar-se na mes, na cebeceira da mesa, e ai punha-se a comer bacalhau e em seguida castanhas portuguesas, e a noite não teminava sem que ela cantasse uma cação que não me recordo dela toda apenas de um trecho, senão vejamos: "era o vinho meu Deus era o vinho, era o vinho que eu mais adorava..." Pois a ela rendo-me minhas saudações e praticamente toda a união que temos hoje dentro de casa. Hoje as coisas já não são mais como ram antigamente,talvez pelo corre-corre, mas também porque ela já não está entre nós.
Bom eu sei que já falei demais, mas é sempre muito bom recordar coisas que nos fizeram bem seja na infância ou sei lá onde. E tenho certeza que muitos de vocês consseguiram viajar no tempo com meu conto de Natal, pois quem é que não tem um conto assim?
QUERO DESEJAR A TODOS UM FELIZ NATAL E QUE 2006 O ANO SEJA CHEIO DE REALIZAÇÕES E AVENTURAS PRA TODOS NÓES. QUERO AGRADECER DE CORAÇÃO MINHA FAMÍLIA PORTUGUES QUE TEM ME ACOLHIDO COM TANTO CARINHO E HUMILDADE DURANTE O ANO QUE SE VAI. CERTAMENTE ESTAMOS MAIS UNIDOS DO QUE NUNCA
Que Deus esteja com todos vocês porque ele está conosco.
Beijos
Da Prima Regina e família
(made in Brazil rsrsr)

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Uma modesta prenda de Natal

Aprendi a gostar do Natal pela razão mais materialista possível: os presentes.

Com o tempo ganhei o espírito da confraternização com a família e penso que o transmiti razoavelmente às minhas filhas, mas no fundo de mim mesmo, ainda sobrevive aquela ansiedade gulosa que antecede o rasgar do papel em busca da coisa nova.

O Menino Jesus nunca foi pródigo em grandes surpresas. Mais tarde a sociedade de consumo trouxe o Pai Natal e ele lá abriu mais os cordões à bolsa, mas não se pode dizer que tenha perdido o juízo alguma vez, com as prendas que me deu.

Habituei-me à frase feita de que o que conta é a intenção, o espírito da quadra e tal… e lá tenho gerido este deve-haver natalício, mas não me sai da cabeça aquela promessa que fiz a mim mesmo quando era criança…

Os meus pais diziam-me que o Menino Jesus não dava prendas muito caras e que portanto eu não poderia receber o triciclo que tanto queria e eu pensava que um dia iria arranjar dinheiro para comprar um, demorasse o tempo que demorasse. Apesar de uma leve dúvida quanto à viabilidade desse prazer serôdio, dizia a mim mesmo que haveria de ter um.

Bem… nunca andei de triciclo na minha vida, nunca recebi muitas outras coisas que desejei pelos natais da minha existência, mas houve uma prenda que desejei ardentemente receber num certo Natal, afinal não custava nada ao Pai Natal dar-ma, era uma prenda bem modesta essa, a mais modesta que alguma vez desejei…

Claro, é mais uma história da guerra colonial, meia ficção, meia realidade; um pequeno conto de Natal que recebeu um prémio do Diário de Coimbra. Para lê-lo clique aqui.

sábado, dezembro 17, 2005

Ainda a Estónia

Já regressei há uma semana da minha viagem à Estónia, mas só agora me foi possível fazer um apanhado dessa viagem.

Chegámos a Talinn e o cenário foi logo este.


Já se tinha visto imensa neve do avião. E, de facto, lá estava ela.

Talinn é uma cidade aproximadamente do tamanho de Coimbra, cujo centro histórico se encontra recuperado e orientado para o turismo.
O tema escolhido como atracção turística é o medievalismo.




A gastronomia local é pobre, não havendo grande tradição culinária. Vive-se um pouco á base da tradição de outros países. Ainda assim, há muitos enchidos e come-se sobretudo carne de porco.


A arquitectura típica é também de cariz medieval. Todas as casas são construídas em madeira, e o aquecimento é um bem de primeira necessidade...


Uma das coisas que mais me surpreendeu foi a abundância de bares requintados, e de restaurantes muito bem decorados. Os preços são iguais aos de cá de Portugal.










A Estónia é praticamente toda plana. Porém, Talinn tem uma parte alta de onde se pode ver o Mar Báltico, e onde está uma catedral que faz lembrar a recente ocupação Russa.










A meio da viagem fomos para Tartu, uma cidade universitária, que é muito parecida com Coimbra por causa dos estudantes e da universidade. O edifício principal da Universidade é este:














Estava sempre muito frio.
E apanhámos um nevão nesta cidade que é atravessada por um rio de gelo.


O pormenor de uma rua de Tartu.


Resta-me dizer que fiquei maravilhado com as companhias aéreas de baixo custo pelas quais realizei a viagem. Tanto a Rayanair como a Easyjet são referências a fixar no que toca a viagens sem atrasos e a um preço imbatível.
Agradeço também ao meu amigo Bernardo, à sua namorada Maris, e à família desta, por nos terem acolhido em suas casas e terem sido tão hospitaleiros.
Obrigado!

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Lugares da Memória (3)



Sede do lanço (no rés-do-chão) e
residência do chefe de lanço (no 1º andar)
em
São João do Campo
(arredores de Coimbra)

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Aniversário do Blog



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O nosso blog dos «Lapas» faz hoje 1 ano!!!...
Parabéns para todos o que nele colaboram e também para os que lhe fazem simples visitas.
Eu acho que esta aventura tem sido muito interessante.
E vocês? O que pensam disto?
Vamos continuar?...
Enquanto puder, eu estou disposto a manter este laço de união entre os membros das famílias Lapa e Cruz do Carmo e os seus amigos espalhados por Portugal e pelo Mundo.
Mas, acho que alguns colaboradores têm estado muito calados e que deviam partilhar connosco as suas alegrias, tristezas, sonhos, projectos, etc.
Espero que o nosso blog tenha levado e que continue a levar um pouco de conforto e de amizade a todos o que o lêem, especialmente àqueles que estão longe do nosso país.

Um Feliz Natal e um Bom Ano Novo para todos.

Aquele abraço.

Quim

segunda-feira, dezembro 05, 2005

TARTU (Estónia)


Miguel, Ana, Bernardo e Maris:

Aqui está uma imagem da praça de Tartu em que apareceram vocês os quatro.
O Miguel esteve muito tempo a dizer-nos adeus.
Nós gostámos muito de vos ver todos aí no centro da praça.
Primeiro tive de carregar o programa «Axis».
Só vos vimos com a imagem pequena. Só depois de vocês irem embora é que eu descobri que podia ver a imagem no ecrã inteiro.
Também só no fim de tudo é que eu descobri que podia tirar fotos da praça. Por isso, não tirei (tenho pena) a fotografia da praça com vocês ainda lá. Fica para a próxima...
Obrigado por tudo.
Obrigado, em especial, ao Bernardo e à Maris.
Boa estadia do Miguel e da Ana aí por Tartu.
Abraços e beijos para vocês todos.
Xau

De Portugal para a Estónia


O Miguel e a Ana não têm condições logísticas satisfatórias para escreverem no nosso blog e colocarem aqui fotografias da Estónia.
Por isso, aqui fica um mapa da Europa onde se vê a localização da Estónia e da respectiva capital.
Quem pretender saber mais sobre aquele país pode consultar o site oficial do governo da Estónia, em língua inglesa, o qual tem o seguinte endereço: http://www.riik.ee/en/
E num outro endereço - http://www.president.ee/en/duties/ - podem ver-se várias notícias da recente visita que o Presidente da Estónia fez a Portugal.
Aproveito para desejar ao Miguel e à Ana uma boa estadia na Estónia e uma boa viagem de regresso a Portugal.
E para agradecer ao Bernardo, à sua namorada (Maris), e à família desta, por terem acolhido durante todos estes dias o Miguel e a Ana e lhes terem dado a oportunidade de conhecerem este país do Báltico que é um membro recente da nossa União Europeia.
Um grande abraço para todos.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Estónia

Teré a todos!
É assim que se diz bom-dia aqui na Estónia.
Neste momento estou na capital, Tallinn, em casa de uns amigos.
Não vou poder fazer uma foto-reportagem como fiz nos EUA, pois não tenho aqui a mesma facilidade e condições que tinha lá.
O tempo até nem tem estado mau, mas aqui a temperatura chega aos -30Cº... Agora estão uns amenos 0Cº...
Nota-se que é uma economia em expansão, mas ao mesmo tempo há imensas lojas de luxo.
Há muitos contrastes sociais e isso choca um bocado.
Depois vou dizendo mais coisas.
Até breve.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Aniversário

Querida Inês:

Tu fazes hoje 11 anos. Não é verdade?
Mesmo que fosse só por ter nascido a linda menina que tu és, já era para mim a razão para que este fosse um lindo dia.
Normalmente, as pessoas não gostam que chova no seu dia de anos. Porém, eu sinto a chuva lá fora e fico encantada porque a considero um dos bens da natureza mais preciosos que temos. Ela é mais valiosa que o próprio ouro. A água que nos chega pela chuva é a condição necessária para a existência da vida na Terra. Por isso, eu estou feliz porque a chuva está a abençoar mais um aniversário que tu fazes.
Mas, eu tenho mais razões para que este não seja apenas um dia lindo, mas um dia que me recorda um ano encantador: - o ano de 1994.
Essas razões são as que agora te vou dizer:
Foi no ano em que tu nasceste que eu conheci a tua mãe e nasceu esta amizade de "irmãs" que nos une. Foi nesse ano lectivo que eu comecei a dar aulas na escola José Falcão, onde sempre sonhei entrar como professora. Foi nesse ano que eu acabei o meu mestrado. Foi nesse ano que fui a primeira vez ao Algarve. Seria impossível descrever-te tudo o que me aconteceu nesse ano que nunca mais esquecerei.
Hoje, o meu filho Miguel telefonou-me de uma cidade longínqua: - Talin, a capital da Estónia, para onde foi ontem passar 8 dias com a sua namorada, em casa de um amigo comum que ali reside.
Mas, para mim, o dia um de Dezembro é e será sempre o dia de aniversário da Inês.
Aqui te dexo os meus parabéns (gostava de ser mais original, mas é difícil), e o desejo sincero de que tu sejas muito feliz todo o ano e que realizes todos os teus desejos (tens apenas de saber uma coisita: - é que, muitas vezes, nós desejamos o impossível).
Minha querida, procura fazer o teu papá e a tua mamã muito felizes porque são eles os que mais te amam neste mundo.

Recebe um beijo e um grande abraço desta amiguita que não te esquece nunca.

Graça Lapa


P A R A B É N S ! ! !

sexta-feira, novembro 25, 2005

Aniversário

Hoje, dia 25/11/2005, faz anos um outro membro da grande família Lapa.
Trata-se da ANA SALOMÉ DE SOUSA LAPA.
Ela é filha do Henrique e da Alice e irmã do Nuno Lapa.
Já aqui se deu notícia em 19/09/05 da sua entrada para a Universidade de Coimbra (Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação - Curso de Serviço Social).

Querida Salomé:

Todos nós desejamos que tu tenhas um dia de aniversário muito feliz, que ele se repita por muitos anos, que tenhas sempre muita saúde e alegria, e que nunca te falte o amor da tua família (e não só...) e a amizade de todos os teus amigos.

Recebe muitos abraços e beijos de

Tia Graça,
Tio Quim,
Primo Miguel e
Prima Joana.

quinta-feira, novembro 24, 2005

Felicidades Graça

Quando eu tinha 14 anos e era eterno, achava que uma vizinha minha com 30 anos era velha. Agora que tenho dificuldade em reconhecer o tipo que faz a barba todos os dias dentro do espelho da casa de banho, a olhar para mim, sinto que muita coisa se passou de certeza absoluta, mas lembro-me de poucas verdadeiramente dignas de recordar e de ainda menos pessoas.

O verdadeiro amigo, permito-me a arrogância de o dizer, não é aquele que nos dá imensas coisas, mas sim aquele que se dá a si, que está presente, quando precisamos de olhar para o lado e ver um rosto humano.

Neste dia em que se celebra o dia em que nasceu, Graça, venho aqui, por assim dizer, oficialmente, desejar que todos os seus familiares e amigos, aos quais eu sinto a honra de pertencer, recebam por muitos anos o presente da sua presença, do seu rosto humano; quando olharem para o lado à procura do conforto que só o afecto e a amizade podem dar. Cada vez que fizer anos seremos nós a receber a maior prenda.

A Inês, a Cristina e o Manuel desejam-lhe muitas, muitas, felicidades.

Parabéns, mamã!...

Querida mamã:

Sempre que eu estou mal, vou ter contigo porque sei que tu consegues resolver todos os meus problemas.
Mas, nestes últimos meses, os meus medos deixaram de estar limitados só à minha pessoa.
Comecei a ter a noção de que as pessoas à nossa volta não ficam «cá» para sempre.
Por isso, eu fui ter contigo à procura de respostas...
Crescer é isto mesmo: - é ter consciência dos outros, para além de nós mesmos.
Este ano a nossa vida não tem sido nada fácil.
Assim, eu admiro muito a tua força e a tua postura: - sempre de cabeça erguida para o que der e o que vier.
O que é preciso é nós sabermos o que está a acontecer. Não há nada pior do que não se saber.
Tu és uma grande mulher. Sempre soube isso. Mas, nas alturas difíceis da vida, parece que nós prestamos mais atenção às coisas e às pessoas.
Desculpa-me se eu, às vezes, não te dou o devido valor. Se, às vezes, eu não quero muitos beijinhos teus...
Obrigada por teres estado sempre ao pé do papá, principalmente naquelas alturas em que me era difícil ir vê-lo.
Obrigada por cuidares tão bem das tuas «crias».
Obrigada por sustentares os meus «vícios» da Coca-Cola e dos chocolates...

Muitas felicidades e muitos anos de vida é o que eu te desejo de todo o coração.

Beijinhos da tua

Joaninha

Acerca de... Graça Lapa

Sei que não vos tenho, ultimamente, prezado de forma devida, por isso aqui faço este “post” – para que se lembrem de mim e para que eu me lembre de todos vós.

Não tenho propriamente “jeito” para dar os parabéns. Contudo, quando se trata de pessoas como a “Dra. Graça Lapa”, ou a “stôra Graça Lapa”, ou (simplesmente) a “Graça” ou a “Gracinha”, tudo se torna mais simples (e, ao mesmo tempo, mais complicado). Se palavras não chegam para elogiar ou congratular a “vida e obra” de certas e determinadas pessoas, este é um desses casos. Por mais que queira aqui expressar uma opinião razoável (sobre o que dificilmente se pode opinar), por maior que seja a vontade de relatar situações enGraçadas, peripécias do quotidiano, enumerar qualidades e defeitos (não direi que não os há, mas, certamente, as qualidades são em maior quantidade), o difícil seria conseguir recolher tudo isso de todos nós, porque todos a temos no coração (e ela tem-nos a todos nós no coração). Todos nós que a conhecemos sabemos bem o seu valor como pessoa e como amiga. E, se não sabemos, imaginamos também o seu valor como professora, ou como tia, ou como filha, ou como esposa, ou como mãe, um sem fim de personalidades que se desdobram da mesma pessoa. É esse valor que deve ser demonstrado nestes dias, bem como em todos os outros. Isto pode, por vezes, não ser nem parecer fácil mas temos que fazer um esforço (digo isto, principalmente, a mim mesmo - não levem a mal). É por isso que, pelo menos neste dia, eu quero mostrar o meu apreço a uma das pessoas que mais me tem ajudado:


Parabéns!

Aniversário

Hoje faz 54 anos a minha querida esposa Graça Lapa.
Ela tem sido sempre uma grande mulher, uma grande professora de filosofia, uma grande esposa e uma grande mãe.
Por tudo o que tem feito e por tudo o que tem passado, ela merece toda a felicidade que possa existir quer nesta vida quer na outra.
Pela minha parte, procurarei contribuir o mais que puder para essa felicidade.
Mas, para expressar melhor os meus sentimentos e propósitos, vou socorrer-me de um poema de alguém que lhe foi muito querido: - o seu professor de filosofia da Universidade, e também poeta, Dr. Victor Raúl da Costa Matos (com o pseudónimo literário de Vítor Matos e Sá), que desapareceu num trágico acidente de viação em Fevereiro de 1975.


* * *


INVENÇÃO DE ÁGAPÊ (*)

de Vítor Matos e Sá - «O Silêncio e o Tempo» (1956)


Dizer quem amo quando a morte nasce
das palavras nuas com que nos trocamos
e no verbal mistério, leda, pasce
seus ternos frutos, de silêncio os ramos?

Dizer quem és se és às vezes tudo,
aberta uma janela – o sol, a altura,
um puro tempo no teu corpo mudo,
a transparente carne da ternura…

Para dizer de amor dizer-te só
o brando centro em que renasce o pó
e o que mal somos porque não tem fim?

Na fraternal vertigem de encontrar-te
eu amo tudo o que há de amor em dar-te
quem de um ao outro nos faz ser assim!



(*) Palavra grega que significa amor, afeição, carinho.