segunda-feira, agosto 08, 2005

Parabéns para as futuras mamãs

Mesmo antes de nascerem, os nossos filhos são o tema de todas as conversas, o centro das nossas preocupações e dos nossos afectos. Eles enchem o nosso pensamento e a nossa vida.
Não sei se há alegria maior que aquela que enche a nossa alma quando sabemos que dentro de nós começam a formar-se uns «pezinhos novos». A primeira sensação é de indiscutível felicidade. O coração está cheio de um sentimento que só conhece quem vive esta experiência, muito embora não a saiba comunicar. É de tal modo uma experiência plena que obscurece todas outras capacidades, tais como a razão, o entendimento, a consciência, a serenidade. Para esta experiência não se encontram causas ou razões. Apenas vivências.
Quando tudo acalma e começamos a pôr as ideias no seu lugar, somos invadidas por uma contínua preocupação: - «que seja um bebé perfeito e saudável». Esta preocupação só termina quando já tivermos o bebé nos braços e o nosso olhar lhe percorrer cada recanto do seu corpinho.
Mas, até lá, vamos tendo sensações maravilhosas, mesmo que acordemos e corramos logo para a casa de banho com os enjoos matinais. Tudo se torna suportável e encantador, pois «aqueles pezinhos novos e mãos macias» vão-nos acariciando por dentro, fazendo aumentar - a cada dia que passa - a alegria, a esperança e a vida que nos invade. A dor, por maior que seja, relativiza-se. E, por vezes, confunde-se com a própria felicidade. Tudo isto porque somos «outro», pois dentro de nós desenvolve-se «um beijo de carne» que nos pesa e tarda em mostrar-se aos nossos olhos.

Pode haver filhos tão bons como os meus; mas, haverá poucos melhores. Eles são a minha vida, a minha razão de ser, muito embora por eles já tenha chorado algumas vezes.
Quando o Miguel nasceu, o Quim disse-me: - “As nossas preocupações só acabarão quando morrermos”. Concordei plenamente com ele, pois compreendi que amar é sofrer, é cuidar para sempre.
Neste momento da minha vida, tendo a Joana 21 anos e o Miguel 25, sinto cada vez mais que os «meus filhos» são cada vez mais filhos, mas cada vez menos meus. Tomar consciência disto é o egoísmo que causa o meu sofrimento actual.


Regina e Rosângela:

Aproveitem cada minuto da alegria que é sentir um filho dentro de nós.
Aproveitem a felicidade de cada sorriso daqueles que são apenas nossos.
Aproveitem a alegria daquele olhar e daqueles braços estendidos que nos pedem colo.
Vivam o encanto daquelas lágrimas que só nos querem a nós.
Gravem no vosso coração tudo quanto puderem daquilo que seja dado pelos vossos filhos, pois o tempo não tardará em vos «retirar», ou melhor, em repartir isso com outros. E um dia nada será nosso, por muito que por aqui se diga: «uma mãe nunca perde um filho».

Não há nada melhor do que ter um filho. Esta é uma verdade. Mas não deixa de ser igualmente verdade que não há filho algum que – a certa altura da sua vida – não ache os seus pais aborrecidos e não se canse deles.

Desejo-vos, antes de mais, saúde para vós e para os vossos futuros bebés. E desejo-vos também muita sorte, com boas noites de descanso, já que esses «despertadores biológicos» vão testar a vossa capacidade de resistência ao cansaço.

Assina alguém que, nesta altura, sente uma enorme saudade do que viveu e uma inveja carinhosa do que vocês vão viver.


Graça

Parabéns para a REGINA !!!

Olá Regina:

Ao saber da notícia da sua gravidez, cada uma das pessoas abaixo indicadas deseja dizer-lhe o seguinte:


A prima Rosa:

“Considero que és uma mulher corajosa, Regina.
Muitos parabéns e que tudo te corra bem.
Vai em frente que, por aqui, nós faremos uma forcinha que decerto ajudará aí no Brasil, na altura certa.
Nas nossas conversas, todos nos referimos ao bebé como se fosse uma menina.
Será que é um pressentimento nosso?”


A tia Lurdes:

“É com muito gosto que vejo a família a aumentar outra vez!
O que é preciso é que o bebé seja saudável e que a sua (da Regina) «hora» seja pequena”.


O primo Francisco:

“Fico muito contente por ti.
Desejo-te muitas felicidades”.


O Quim:

“Ó Regina, se você está muito feliz com o presente que Deus lhe deu, nós só podemos estar também muito felizes com a sua felicidade.
Nós não dissemos nada antes porque só no Domingo à tarde é que vimos o seu post no blog.
Estamos muito sensibilizados pelo facto de você nos ter dado a feliz notícia ainda antes de ter contado aos seus pais.
Oxalá que tudo corra bem com a sua gravidez, que o bebé seja muito saudável, e que a vida traga muita felicidade para ele e para toda a sua família”.

sexta-feira, agosto 05, 2005

OUTRA GRANDE NOVIDADE



Pois é pessoal, vou contar-lhes outra novidade!!! Estão todos sentados???

A família vai aumentar mais uma vez. É que hoje descobri que também estou à espera de um herdeiro!!!!


Parece brincadeira mas é a mais pura verdade. Fiz um exame daqueles que se compra em farmácias e deu positivo. O pessoal e principalmente o pai e o irmão ainda não estão muito confiante, querem que eu faça um exame de sangue, mas sabem como é ne, a gente sabe muito vbem quando está gr[ávida por isso não tenho dúvidas e por isso resolvi contar de pronto a todos vocês!!!!


Eu particularmente estou muito feliz com a notícia, já que havia pedido a Deus que isso acontecesse que então seria só para o bem e então Deus nos deu esse presente. Meus pais ainda não sabem e nem sei como vou contar a eles já que não faz nem uma semana que souberam que serão avós de novo. imaginem quando souberem que haverá mais um. Agora somam 5 netos na totalidade e dois nesceram praticamente juntos.


Pra mim será como se fosse a primeira gestação já que o meu filho Vinicius está quase completando 16 anos.


Qualquer novidade volto a vós comunicar.

Bjs à todos e desejem-me boa sorte!!!


Regina

quarta-feira, agosto 03, 2005

A opinião dos frekuentadores é k interessa

É verdade k akela música era cansativa pra os utilizadores frekuentes, disso não há dúvida!!! Ate aí estava a concordar contigo, tio kinas, mas depois descarrilaste... Será k n percebes k a razão de a música do blog estar a ser cansativa era por esta ser tao calma? E vais-m dizer k "Também pode acontecer que se encontrem na net outras músicas mais suaves, relaxantes e variadas para pôr aqui"? E exatamente isso k o pessoal não ker neste preciso momento! O pessoal ker é ouvir músicas dakelas k passam nas pistas de dança das discotecas. Uma música dessas tornaria nao só o blog menos cansativo como chamaria a atenção para mais gente frekuentar regularmente este blog! Entretanto pensa no keu t disse. E para os outros frekuentadores, por favor digam a vossa opinião através dum comment a este post. Depois será emitida uma postagem oficial k mostrará o k os LAPAS realmente kerem...

PS: Votem música de dança e não música clássica, conselho de um entendido na matéria...

segunda-feira, agosto 01, 2005

Parabéns

A grande família Lapa e Cruz do Carmo que mora em Portugal também ficou muito feliz com a notícia de que a família Cruz do Carmo do Brasil vai aumentar em breve.
Quando se atribui uma grande importância à família e aos laços que unem os seus membros, é sempre uma feliz notícia a chegada ao mundo de um novo membro.
Muitos parabéns para a Rosângela, para o Sérgio e para os meninos Lucas e Paula.
Oxalá que tudo lhes corra pelo melhor.
Cá ficamos a aguardar pelo nascimento e pelas fotografias do bebé.
Obrigado, Regina, por esta notícia tão boa para todos nós.
Abraços e beijos para todos, especialmente para a família do bebé que vai nascer.

Suspensão da música

A música de fundo do blog fica suspensa por algum tempo.
O arranque automático dela podia estar a ser cansativo para os utilizadores frequentes.
Mas, atenção! A música poderá voltar se os membros do blog quiserem isso.
Entretanto, pode ser que surja uma outra solução técnica que permita que o arranque da música não seja automático.
Também pode acontecer que se encontrem na net outras músicas mais suaves, relaxantes e variadas para pôr aqui.
Neste capítulo, como nos outros, também se aceitam críticas ou sugestões de quem quiser contribuir para a melhoria do blog.
A nossa intenção é fazer sempre o melhor para todos aqueles que gostam da companhia deste blog familiar.

Para já, fica aqui neste post uma musiquinha calma...


Excerto da Sonata para viloncelo e piano em Sol m, Op. 65, de F. Chopin.

domingo, julho 31, 2005

A FAMILIA VAI AUMENTAR

É isso ai pessoal!!! Hoje soubemos que minha cunhada Rosangela, esposa de meu irmão Sérgio, que é filho do Polivio, está grávida!!!
Eles já tem dois filhos, o Lucas (11 anos) e a Paula (10 anos). Ficamos felizes pois é sempre bom saber que a famíla está crescendo!!!
Meus pais então vão ser avós pela quarta vez, o nenem deve nascer em fevereiro ou março do ano que vem.
Eu como sempre fui Tia Coruja, inclusive o Lucas é meu afilhado de batismo, não podia deixar de registrar no blog e comunicar ao resto da família, principalmente aqueles que estão mais distante!!!
Assim:
DESEJO BOAS VINDAS AO PEQUENO OU PEQUENA QUE ESTÁ POR VIR E QUE CERTAMENTE SERÁ MOTIVO DE MUITO ORGULHO AOS PAIS E IRMÃOS.
QUE DEUS ABENÇÕE A FAMÍLIA E QUE ESTA CRIANÇA VENHA COM MUITA SAÚDE, PAZ NO CORAÇÃO E OBJETIVOS MARAVILHOSOS PARA SUA VIDA.
PARABÉNS AOS PAIS !!!!

terça-feira, julho 26, 2005

Piano

No dia 20 deste mês, a Joana fez o exame final de piano (8º grau) no Conservatório de Música de Coimbra, com a classificação de 15 valores.
Foi uma tarefa bem difícil, porque ela teve de conciliar o estudo deste instrumento tão exigente com o do curso universitário que está a tirar.
Mas, com a força de vontade que possui, ela conseguiu atingir mais este objectivo que se tinha proposto.

Agora, falta-lhe apenas a aprovação em três disciplinas teóricas (análise e técnicas de composição; história da música; e acústica) para completar o curso do Conservatório.

Muitos parabéns, minha querida!

Obrigado por todas as alegrias que me tens dado com o teu estudo de música (que começaste aos 4 anos de idade e que está quase a chegar a um final feliz).


Nota: - É justo lembrar aqui e agora que também o Miguel começou aos 6 anos de idade e fez um brilhante percurso no estudo da música (obtendo um diploma em Portugal e um diploma superior em França).
A prova de exame de piano que ele realizou no Porto em 18/07/97 (a parte teórica com 18 valores e a parte prática com 20 valores) traduziu-se numa das maiores alegrias de toda a minha vida!
Também para ti, meu filho, o meu muito obrigado!

Yamaha C 5 - meia cauda - Paris - 1998 Posted by Picasa

domingo, julho 24, 2005

A apologia da ignorância

Quando vemos no cinema o soldado americano passando incólume por uma chuva de balas e finalmente sob a mira de não sei quantas armas letais, algumas delas ainda não inventadas, temos um momento de dúvida: será que se safa desta? Mas logo nos sentimos aliviados, claro que se safa, quanto mais não seja, diz-nos a estatística que ele se safa sempre.
O mais interessante é que na vida real, pelo menos até determinada idade, isso também é assim. A estatística mostra claramente que são sempre os outros a morrer, e principalmente os que já são velhos.
Aos vinte e poucos anos uma pessoa não está preparada para encarar a vida como uma coisa descartável nem para encarar a morte como um acto tão gratuito como avançar a pedra das damas, para obrigar o adversário a comê-la, e assim ganharmos o jogo.
Nunca ninguém chorou uma pedra das damas que de repente o adversário levou e é assim também na guerra, espera-se que não choremos o camarada do lado que de repente deixou de existir. Estava a falar connosco, ou simplesmente a iniciar um sorriso, e de repente, como que por um erro do guião, a sua história acabou ali. A primeira sensação é realmente parecida com a do espectador do filme americano, no meio da plateia, a quem tivessem parado a projecção do filme porque o herói morreu. Ele olhando incrédulo para todos os lados à espera de uma explicação e nada: o herói morreu e pronto.
Mas a verdade é que nós aprendemos tudo. É essa a nossa bem-aventurança e a nossa maldição. Acabamos, com o tempo, a conviver pacificamente com as piores coisas, porque as aprendemos. Com a habituação, com a banalização, até acabamos por conviver pacificamente com a matança, com o crime, a que na guerra se dá o eufemístico nome de "baixa".
Mas este é o meu único orgulho que de lá trouxe: não aprendi nunca. Morri um pouco, com cada um dos soldados que o adversário retirou do tabuleiro de damas daquela guerra, tanto das brancas como das pretas: também não aprendi a diferença. Lembro-me de dizer entre dentes: Não vou aprender isto, não vou aprender isto!
O soldado Lourenço foi o primeiro morto com quem morri um pouco, depois seguiram-se outros, mas nunca me habituei, nunca aprendi, para mim foram sempre o primeiro morto.


Para ver o texto original completo clicar aqui.

sábado, julho 16, 2005

Parabéns Miguel !


Posted by PicasaInês

A Inês, a Cristina e o Manuel dão os parabéns ao Miguel por se ter licenciado e desejam-lhe muito sucesso.

quarta-feira, julho 13, 2005

Olá Sérgio!

O Sérgio já está inscrito como membro deste blog «Lapa-Mundi».
Eu estou a escrever este «post» com a sua personalidade, para lhe demonstrar que você já pode escrever aqui quando quiser.
Agora, você já pode dirigir-se directamente à sua tia Lurdes e aos filhos dela (seus primos).
Usando essa mesma personalidade, também podem escrever no blog a sua esposa Rosângela ou os seus filhos Lucas e Paula (convém que assinem os textos deles, para nós sabermos quem é).
Todos vocês terão, certamente, coisas interessantes para dizer aqui.

Quanto ao procedimento para escrever, por favor peça à sua irmã Regina para lhe explicar.
É necessário entrar pelo endereço www.blogger.com e escrever lá o seu username e password.
Mas, ela explica-lhe melhor em 5 minutos apenas.
Verá que não é nada difícil e que não demora tempo nenhum.

Cá ficamos todos a aguardar pelas suas notícias.

Seja bem-vindo!

Um grande abraço de nós todos para si e para a sua família.

Dr. Joaquim Miguel

O nosso Miguel completou o curso de Direito na Universidade de Coimbra.
Neste último ano, ele obteve boas notas a todas as disciplinas, o que lhe permitiu melhorar a sua média geral do curso.
Conseguiu atingir todos os objectivos que se propôs.
Dentro de alguns dias, vai inscrever-se na Ordem dos Advogados como advogado estagiário.
No próximo dia 1 de Setembro (dia do seu aniversário), inicia o estágio de advocacia numa sociedade de advogados desta cidade de Coimbra.

Meu querido filho:

Todos esperamos que esta nova etapa da tua vida te traga muitos êxitos e, sobretudo, muitas felicidades.
Se isso acontecer, também ficarão muito felizes todos aqueles que te amam.

Muitos parabéns.

Um grande abraço de nós todos.

Dia de FESTA !!!

Hoje realmente foi um dia especial para nós aqui do Brasil, principalmente para minha mãe Nete (esposa do Polivio). É que como todos já devem ter conhecimento foi o dia do aniversário dela, onde completou 65 anos. Minha nossa Tudo isso rsrsrsr!!!!
O dia foi bem agitado aqui na minha casa, pois, apesar de ser uma terça feira, fiz questão de convidá-la a almoçar comigo e mais o meu pai Polivio, meu irmão Sergio e minha cunhada Rosângela, meus sobrinhos Lucas e Paula, meu filho Vinicius, a madrinha dele e irmã de minha mãe Tia Odete, que veio com seu neto Vitor, e mais tarde chegou a filha de minha tia Odete, a minha prima Ivone, e o último a chegar e que nem sempre está presente as comemorações familiares, meu marido Sergio.
Preparamos o almoço já bem cedo, minha mãe chegou às 10horas da manhã e bem depressa a levei para perto do computador para ver a homenagem que o Quim, através deste blog, havia feito a ela.
Preparamos uma comida bem caseira e à moda brasileira: Rocambole de carne com presunto e queijo com batatas palha, nhoque de batata, maionese de frango com legumes, arroz branco, salada e frango dourado.
Mas o que ela não esperava é que eu já havia combinado com o Quim que estaríamos on-line por volta das 15horas (horário do Brasil) para que pudessemos falar no MSN e assim surpreender minha mãe.
Infelizmente não conseguimos falar por microfone nem foi possível matar as saudades através da câmera. Mas com certeza pudemos matar as saudades, pois ficamos teclando por horas. Meus sobrinhos meu irmão e minha cunhada, puderam, pela primeira vez, fazer um contato com nossos familiares de Portugal, através da pessoa do Quim, que sempre está disposto a nos atender e sempre nos recebe em sua casa, através da internet, com tanta educação e respeito. Foi verdadeiramente gostoso, pois nunca havia sido assim nos aniversários anteriores de minha mãe.
As vezes fico pensando que é preciso ficarmos mais velhos, mais maduros para darmos importância as coisas mais simples da vida. Fazer questão de algo simples é que realmente faz a diferença. Foi muito gostoso o dia.
Por volta das 19horas, cantamos parabéns, pois eu havia feito um bolo de morangos e um brigadeirão para celarmos o dia de comemorações.
Nós aqui no Brasil somos muito festeiros, aqui em casa quando se faz aniversário levamos a sério o ditado que diz: "Aniversário é coisa sagrada, pois nunca mais iremos comemorar aquela data ou passar por aquele dia"
Cada ano que passa ficamos mais velhos e damos mais importância a família. Isso é muito bom, pois podemos passar esse sentimento aos nossos filhos que mesmo quando a situação está meio apertada sempre perguntam: "Mãe você vai fazer um bolinho no meu aniversário?" E a resposta é sempre um "sim".
Bom, agora já são 21:10min aqui no Brasil, e o povo já foi embora, pois amanhã todos têm que trabalhar e acordar cedo. Foi só agora que pude então refletir sobre o dia de hoje e resolvi dividir a comemoração com todos vocês.
Agradeço imenssamente a importânia e o carinho com que o Quim lidou e lida com as pessoas de minha família, fazendo sempre questão de nos surpreender, acho que estes momentos são únicos e serão motivo de recordação pelo resto de nossas vidas. O ser humano tem um péssimo hábito de teimar em ter uma vaga lembrança das coisas boas que já viveu. Fazemos questão de só nos lamentarmos pelas coisas ruins deixando passar em branco as coisas e os momentos bons, principalmente os vividos em família, como esse que foi vivido hoje.
Mais uma vez vão os nossos agradecimentos do fato de sabermos que temos importâcia na vida de vocês ai em Portugal
Bjs à todos e fiquem com Deus
Regina e Família.

terça-feira, julho 12, 2005

Aniversário

D. Marionete (Nete):

As famílias Lapa e Cruz do Carmo, de Portugal, desejam que você tenha um dia de aniversário muito feliz, com muita saúde e muita alegria, e também com o apoio e o amor de toda a sua família aí do Brasil.
Desejam ainda que este dia se repita por muitos e muitos anos, sempre nas mesmas condições que se esperam para hoje.

Aqui vão duas prendinhas simples para si:

A primeira é esta «pintura» feita pelo meu filho Miguel a partir de uma das fotografias que a Regina nos enviou.
Esperamos que goste do seu aspecto.

Posted by Picasa


A segunda prendinha é uma música que nós aqui sabemos que você gosta muito.
Trata-se da «Cavalgada», do cantor brasileiro Roberto Carlos.
Para ouvir esta música, você deve clicar aqui.


Muitos Parabéns!
Muitas felicidades!
Muitos anos de vida!

sexta-feira, julho 08, 2005

Queima das Fitas

Todos os anos no mês de Maio decorre a maior festa dos estudantes da universidade de Coimbra e de todas as outras escolas de ensino superior da nossa cidade: - a Queima das Fitas.

É uma semana cheia de actividades culturais, desportivas e recreativas que tem como ponto culminante o cortejo de carros alegóricos (em número superior a 100).

Os quartanistas, da capa e batina pretas, põem as fitas com a cor do seu curso na pasta universitária, vão no carro alegórico e publicam um livro (plaquete) onde consta o tema do carro, as fotografias e as caricaturas dos colegas de curso.

Os quintanistas, vestidos a rigor (além da capa e batina pretas, têm uma cartola, uma bengala e uma flor na lapela com a cor do seu curso), queimam as fitas que puseram no ano anterior e despedem-se da vida de estudante que lhes deixa tantas e tão boas recordações.





Nota: - Quem quiser ver estas caricaturas em tamanho maior e ainda as capas dos livros (plaquetes) onde elas constam, pode clicar aqui

terça-feira, julho 05, 2005

Recordações de uma Mãe

Eu tinha casado há já alguns anos. Mas, trabalhar, estudar e ser dona de casa tornava impossível o que eu também pretendia: - tentar ser uma boa mãe. Assim, havia que – pelo menos – acabar a faculdade para depois pensar na família.
A verdade é que o curso acabou e as tentativas de engravidar eram todas infrutíferas.
“Meu Deus, será que eu não vou conseguir ser mãe? Porque será que as outras podem e eu não?”
Foi então que alguém me falou num grande médico especialista. Assim, apesar do preço de cada consulta ser uma enormidade, eu e o meu marido (o Zé) lá nos sujeitámos a tudo e a mais alguma coisa.
A certa altura, eu já andava completamente descontrolada. Quando via uma mulher grávida, só me apetecia apertar-lhe o pescoço…
Até que um dia... aconteceu. Finalmente engravidei. O sonho da minha vida já vinha a caminho…
Mas, o danadinho estava com pressa. E, ao fim de um mês, obrigou-me a ficar de cama.
Nessa altura, eu vivia em casa da minha irmã Graça.
Estava proibida de me levantar da cama. Só podia ir à casa de banho mais próxima do meu quarto. Mas, a vontade de me levantar era tão grande que, às escondidas, eu ia à casa de banho mais afastada só para poder estar mais um pouquinho de pé.
Não havia maneira de o tempo passar. Eu já tinha saudades do vento e da chuva (de que normalmente não gosto). Pedia para me abrirem a janela do quarto, a fim de ouvir melhor a chuva e sentir o vento no meu rosto.
Com muitos medicamentos e muito repouso, o meu presentinho lá se manteve sossegado. Mas, não foi por muito tempo.
Ao sexto mês de vida, ele decidiu que já estava na hora de sair cá para fora. E eu dei entrada na maternidade em trabalho de parto.
Foi uma confusão tremenda. A minha médica (especialista em gravidez de alto risco) não queria fazer o parto. Os outros médicos entendiam que o parto era viável e que o bebé podia aguentar-se na incubadora.
- Não permito – gritava ela no corredor. - Fica medicada até o bebé decidir acalmar.
E assim se fez. O filhote lá acalmou e decidiu, ao fim de uma semana, não nascer por enquanto.
Eu voltei para a minha cama e continuei a aguardar pelo tempo que ainda restava.
Uma certa noite, senti-me toda molhada e não sabia o que se passava.
O Zé disse-me então:
- Deve ter rebentado o “saco das águas”.
Eu estava muito envergonhada por ter de ir para a maternidade naquele estado. Não tendo pensos higiénicos em casa, pedi ao Zé que os fosse comprar àquela hora a uma farmácia de serviço. O que eu fui fazer!... O que a farmacêutica lhe disse quando foi acordada para vender pensos higiénicos deve ter sido de tal ordem que ainda hoje ele sente um trauma ao recordar essa situação…
Mas, a verdade é que eu estava agora fresca que nem uma alface.
O filhote, que me tinha pregado uns valentes sustos durante 9 meses, sentia-se agora muito bem instalado e não queria nascer por nada deste mundo.
Já na maternidade, fartei-me de conversar toda a noite com a vizinha da cama ao lado e não havia maneira de me chegarem as dores.
Quando raiou o dia, os médicos disseram-me:
- Nós já vamos resolver isso.
E assim foi. Desde a 8 horas da manhã até às 8 da noite eu estive com soro.
Mas, não havia maneira. Nem o danadinho queria nascer nem o médico responsável queria fazer a cesariana.
A certa altura, deixaram de ouvir o coração do miúdo… Aí, sim. Foi um corre-corre para a sala de operações. Em menos de 5 minutos deixei de saber onde estava e só acordei “toda partida” a meio da noite, no meu quarto e ainda sem o meu filhote.
Só de manhã cedo é que me apresentaram finalmente o meu presentinho.
Ele era comprido mas muito magrinho, e cheio de rugas.
Ali estava a minha “vida”, o meu amor verdadeiro, o ser mais desejado do mundo, o mais sofrido, o mais sonhado, o mais tudo!...
Estava eu nesta contemplação embevecida daquele ser quando a vizinha da cama ao lado me perguntou se era um menino ou uma menina. Eu respondi-lhe que era um menino. Então, ela disse-me que o guardasse bem porque uma mulher cigana tinha acabado de dar à luz uma menina e o marido dela não a aceitava por só querer um rapaz…
Olhem só o que ela me foi dizer!!!...
A partir desse momento, nunca mais consegui dormir em paz. Entrei em grande «stress» e depressão. Passava os dias a chorar. E foi com um enorme alívio que tive alta hospitalar e que, finalmente, consegui trazer o meu tesouro para minha casa.

Pois é esse tesouro que hoje faz 18 anos e que se chama José Afonso.


Amorzinho:

A tua mãe deseja que o dia de hoje se repita por muitos e muitos anos, sempre com saúde, com amor e com alegria.
E, já agora, que te corra bem o exame de Física que vais fazer amanhã.

Um abração e um beijão da mamãzeca que te adora.

Aniversário

Meu caro Zeca:

Fazes hoje 18 anos. Atingiste a maioridade por que tanto ansiavas. Bem-vindo sejas ao clube dos adultos. Já te aviso que este novo estatuto não te trará só coisas boas. Mas, espero que o número de coisas boas seja muito superior ao de coisas más. Que as coisas boas te façam muito feliz pela vida fora. E que consigas ter sempre forças e a ajuda dos outros para ultrapassar rapidamente as coisas más. Só assim a vida valerá a pena ser vivida.
Nesta nova fase da tua vida, deves ter em conta que a nossa lei te dá muito mais liberdade mas também muito mais responsabilidade.

Aqui ficam três artigos do nosso Código Civil:

Art. 130º: - “Aquele que perfizer dezoito anos de idade [maioridade] adquire plena capacidade de exercício de direitos, ficando habilitado a reger a sua pessoa e a dispor dos seus bens”.

Art. 1874º, n. 1: - “Pais e filhos devem-se mutuamente respeito, auxílio e assistência”.

Art. 1877º: - “Os filhos estão sujeitos ao poder paternal até à maioridade ou emancipação”.

E, como sei que anseias por tirar a carta de condução, aqui fica também um dos artigos do nosso Código da Estrada:

Art. 126º, n. 1, al. a): - “Pode obter título de condução quem… possua a idade mínima de acordo com a categoria [de veículo] a que pretenda habilitar-se”.

Art. 126º, n. 2, al. b): - “Para obtenção de carta de condução são necessárias as seguintes idades mínimas, de acordo com a habilitação pretendida: - categorias A [motociclos de cilindrada superior a 50 cm3], B [automóveis ligeiros] e B + E [automóvel ligeiro e reboque] – 18 anos”.

PARABÉNS!... FELICIDADES!...

Para ouvires a tua prenda de aniversário clica aqui!

Tio Quim

sábado, julho 02, 2005

Sr. Doutor, salve a minha menina!...

Desde pequenina eu ouvia as pessoas a dizerem entre si, a meia voz, e referindo-se a mim: - “Esta menina não dura muito”; ou então: - “esta menina não tem saúde para durar muito”; ou ainda: - “esta menina vai morrer cedo”.
Ouvi estas frases de pessoas tão diferentes quanto a criada da minha avó Maria da Luz (a Dorinda, que me dava banho numa selha com a ajuda da Ti Moça), a minha tia Laurinda (que me adorava e, ao ver-me tão magrinha, ás vezes me abraçava contra o peito e repetia: “ó filha, não duras muito”), e o meu pai (especialmente quando, muito aflito, me transportava para Coimbra na sua bicicleta, em alturas em que eu rebentava de febre).
Lembro-me de estar muitas vezes doente quando era pequena; e de isso ser uma preocupação muito grande, dado que nessa altura morriam crianças com muita frequência.
De todos os filhos dos meus pais, eu era sem dúvida a mais débil (excluindo o caso especial do meu irmão António, que teve uma gravíssima doença do sangue chamada «Calazar» e que foi o primeiro caso de sucesso em Coimbra no que respeita a essa doença).
Mas, nesta altura, eu ainda não tinha nascido.
A frequência da ida ao médico já não era para mim uma surpresa, especialmente quando a ida era ao consultório do Sr. Dr. Manuel, de S. João do Campo. A única diferença era quem me levava ao colo: - ou a minha mãe, ou o meu pai, ou a nossa empregada Ana (abro aqui este parêntesis para referir com gosto que esta senhora Ana ainda hoje trabalha um dia por semana em casa da minha mãe).
Quando eu ia ao médico no colo da Ana, agarrava-me com toda a força que me restava ao pescoço dela. É que, sendo ela muito alta, eu tinha muito medo de cair de lá de cima.
O resultado da minha ida ao médico era sempre o mesmo: - eu tinha de levar injecções de penicilina que eram dadas pelo meu pai (que era o enfermeiro de serviço naquela terra).
Mas, houve algumas vezes que o meu pai teve de me trazer doente para a cidade de Coimbra. Nesses momentos, a angústia do meu pai era por demais evidente.
Recordo uma dessas vezes, em particular.
A febre que eu tinha era tanta e tão persistente que o médico da terra se declarou incapaz de a resolver.
A minha mãe embrulhou-me num cobertor pequeno e sentou-me no suporte da bicicleta, atrás do selim. Depois, recomendou-me para eu me agarrar bem à cintura do meu pai. Eu agarrei-me o melhor que podia. E o meu pai começou a caminhada até ao consultório do Dr. Eduardo dos Santos, na Rua Alexandre Herculano, junto aos Arcos do Jardim.
Ainda não tínhamos chegado ao lugar da Geria, o meu pai viu que eu estava a perder a força e que não conseguia agarrar-me a ele.
Então, gritou-me:
- Filha, agarra-te bem.
Mas, ele via bem que eu não tinha força e que não adiantava insistir mais.
Então, o meu pai tentou guiar só com uma das mãos, enquanto me segurava com a outra.
Porém, a ventania era tanta que o meu pai se viu obrigado a parar a bicicleta e a amarrar-me a ele com uns elásticos próprios para segurarem as mercadorias.
E, neste preparo, lá seguimos o nosso caminho.
Quando chegámos ao médico, o meu pai estava lavado em suor.
Logo que me pegou ao colo e entrou no consultório, o meu pai dirigiu-se de imediato ao médico e suplicou a este:
- Sr. Doutor, salve a minha menina.
E não me recordo de mais nada a não ser que entrei numa escuridão completa e não sei o que se passou a seguir (incluindo o regresso a casa e o tratamento que então me fizeram).
Este pequeno episódio mostra bem que o meu pai sofreu muito para criar os seus filhos. E que nunca é demais o afecto que nós lhe dedicamos, nesta altura em que a sua doença já não lhe permite tomar consciência disso. [17]

quarta-feira, junho 29, 2005

A poesia não é um luxo supérfluo

Para começar, tenho que agradecer os comentários simpáticos, especialmente ao Sr. Jorge que logo no início me recebeu calorosamente. Esperei que o "diálogo" mais cedo o proporcionasse, mas não posso esperar mais: Obrigado!

Na tropa conhecem-se todo o género de pessoas, mas há pessoas que nunca se conhecem; convivemos com elas todos os dias, partilhamos a comida, a água e o medo, por esta ordem de importância, mas um dia surpreendem-nos com uma atitude que não encaixa na construção que ao longo do tempo fomos fazendo dentro de nós, usando as palavras, os risos, os gestos, as atitudes que eles nos forneceram.
O soldado, que crismei com o nome de Rodrigues, pouco me forneceu para construir uma imagem sobre si, mas fez-me sentir um imbecil por achar estranho que chorasse quando lhe transmiti uma ordem que recebera: destruir a plantação dos turras.
Milho, mandioca, já não me lembro. Em vez de cumprir a ordem como os outros, ficou a olhar para mim como se eu lhe tivesse pedido para matar alguém.
E quem disser que a poesia não tem utilidade, senão como um luxo intelectual para entreter os momentos de ócio depois de ter a barriga cheia, talvez aprenda alguma coisa lendo o Poema de Sophia que transcrevo abaixo e que o alferes do meu pelotão achou adequado para decorar o seu quarto, bem no meio daquela guerra, no mínimo dos mínimos prosaica, e que o colocou a ele um passo à frente para entender aquele soldado.

Pranto pelo dia de hoje

Nunca choraremos bastante quando vemos
O gesto criador ser impedido
Nunca choraremos bastante quando vemos
Que quem ousa lutar é destruído
Por troças por insídias por venenos
E por outras maneiras que sabemos
Tão sábias tão subtis e tão peritas
Que nem podem sequer ser bem descritas

Sophia de Mello Breyner Andresen
Livro Sexto, 1962


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terça-feira, junho 28, 2005

Já temos Música!...

Com a ajuda imprescindível do Miguel (obrigado, meu filho), o nosso blog passou a ter também uma música para nos acompanhar na leitura.
Ao abrir o blog, a música inicia-se automáticamente.
Quem não estiver interessado em ouvir a música, pode ir até ao fundo desta página e clicar no botão de stop.
Para não cansar os visitantes, a música será substituída de vez em quando.
Espero que gostem da surpresa.

Um abraço para todos.

Quim